Publicado por: mpv | 1 de fevereiro de 2011

Globalização

Globalização. Tudo começou com cenouras e mangas

 

Era uma vez duas tribos que, apesar de próximas, eram separadas por um rio,

elas se ignoravam. Seus limites eram os limites do mundo. Uma, privilegiada por imenso pomar natural, vivia de mangas, laranjas, mamão e abacates. A outra se alimentava de cenouras, nabos, rabanetes e mandioca.

Certo dia, numa daquelas tempestades terríveis, um raio derrubou a grossa árvore postada bem na margem onde o rio era mais estreito, formando uma ponte natural. Um daqueles menininhos de dois ou três anos, desgrudando-se da mãe, atravessou para o lado oposto. Levava uma penca de mangas pela mão. Por coincidência, encontrou outro menininho da mesma idade, também desgarrado, com um monte de cenouras. Não demorou mais de um minuto para que sentados na mesma pedra, dividissem a refeição.

O das cenouras extasiou-se com as mangas. A recíproca foi verdadeira.

Logo os adultos seguiram as crianças e, milagres dos milagres, aqueles nossos ancestrais passaram não apenas a comer melhor, mas inventaram a palavra mágica: começaram a gritar “Globalização, globalização”…

 

Mas , quando surgiu a globalização ?

Em 1453, quando os turcos tomaram Constantinopla. Em poucas semanas

interrompeu-se o fluxo das bissextas caravanas que saindo da Europa, às vezes

conseguiam chegar a Índia, Mongólia e até a China. Quem se aventurasse era passado pela espada otomana, até os camelos, e os europeus não tiveram outro remédio senão lançar-se ao mar. Descobriram o caminho das Índias, as caravelas chegaram ao Extremo Oriente. A mesma palavra mágica ecoou nas gargantas dos heroicos navegadores e dos misteriosos potentados de pele escura ou amarela: “Globalização, globalização.”

O mundo se tinha tornado outro, maravilhoso, definido, pronto e arrumado, porque podiam trocar mangas por cenouras, da mesma forma o comércio com especiarias, de um lado, e madeira, de outro, acabava de alterar costumes, cultura, modo de viver e de pensar.

Hoje os netos daquela gente andam festejando outra vez porque a Alemanha fabrica motores, a Argentina bancos de couro, a Coréia baterias, e a Malásia pneus, para que com o aço fabricado no Brasil, os operários mexicanos possam montar automóveis que os japoneses vão copiar e os americanos comprar. Outra vez obriga-se a aceitar como realidade eterna a supremacia do mercado, a livre competição entre quantidades desiguais, as privatizações desmedidas, o enfraquecimento do Estado e, em contrapartida, a prevalência do mais forte sobre o mais fraco, o desemprego estrutural e inevitável, a transformação do assalariado em peça descartável, a divisão das sociedades entre a minoria rica e privilegiada e a maioria pobre submissa.

 

GLOBALIZAÇÃO A NOVA ORDEM MUNDIAL – VOCÊ SABE O QUE É GLOBALIZAÇÃO ?

Não adianta procurar o termo no Dicionário Aurélio porque você não vai encontrar. Mas, sem dúvida, globalização é uma das palavras mais pronunciadas nos últimos anos. Chama-se globalização ou mundialização, o crescimento da interdependência de todos os povos e países da superfície terrestre. Alguns falam em “aldeia global.” Essa expressão reflete a existência de uma comunidade mundial integrada pela possibilidade de comunicação e informação que resultou dos avanços da mídia eletrônica como o rádio e a televisão e mais recentemente, dos sistemas de informática, como a Internet.

Todos ouvem falar na globalização da economia, mas pouca gente sabe o que é essa coisa e como a vida das pessoas é afetada por ela. Hoje em dia, todos os aspectos da vida das pessoas e das sociedades são influenciados direta ou indiretamente pelo processo de Globalização do capitalismo. Até os atos mais simples que as pessoas realizam para sobreviver acabam sendo manifestações deste novo capitalismo. Pense na roupa que você veste – num moletom, por exemplo. Quem cultivou o algodão que depois foi transformado em fio e tecido?. Quem produziu a comida que alimentou os agricultores que plantaram e colheram o algodão e os caminhoneiros que o transportaram até a tecelagem? E os defensivos agrícolas utilizados para o combate às pragas do algodão, quem realizou os testes de laboratório necessários para fabricá-los?

Vamos, imaginar que o defensivo contra a praga do algodão tenha sido fabricado por uma indústria alemã.

Nós, não temos a ideia de como era o chefe do laboratório alemão responsável pelo agrotóxico utilizado numa lavoura no Nordeste do Brasil.

Parece absurdo pensar nisso, mas a temperatura de seu corpo, nesse momento é preservada por uma roupa produzida graças ao trabalho de milhares de pessoas em várias partes do mundo. Por qualquer ângulo que se olhe, percebemos que cada indivíduo vive hoje numa sociedade mundial.

As pessoas se alimentam, se vestem, moram, são transportadas, se comunicam, se divertem, por meio de bens e serviços mundiais, utilizando mercadorias produzida pelo capitalismo mundial, globalizado.

 

“A globalização é muito antiga. O Brasil é produto da expansão do capitalismo europeu do final do século XV. O que está havendo agora é uma aceleração. Isso pode ser destrutivo para o Brasil, se o país não administrar sua participação no processo. A globalização é boa para as classes favorecidas. As menos favorecidas ficam sujeitas a perder o emprego” (Paulo Nogueira Batista Júnior)

 

Com os diferentes sistemas de comunicação, uma pessoa pode acompanhar os acontecimentos de qualquer parte do mundo no exato momento em que ocorrem – seja um campeonato de basquete nos Estados Unidos, uma greve geral na França ou uma guerra na África. Uma só imagem é transmitida para o mundo todo; uma só visão. Os avanços tecnológicos possibilitaram a criação de uma opinião pública mundial.

Existe também uma certa uniformização de hábitos: em qualquer região do planeta, atualmente, as pessoas cada vez mais comem nas mesmas cadeias de fast food, bebem os mesmos refrigerantes, vestem jeans, etc.

Um dos aspectos mais importantes dessa globalização é a expansão das empresas multinacionais, que são firmas (indústria, bancos, empresas de transporte ou de comunicações, etc.).

Essas empresas são norte-americanas (GM, Ford, Exxon, etc.), europeias ou japonesas (Fiat, Renault, Nestlé, Volkswagem, Siemens, British, Toyota, Mitsubishi, Sony, etc.).Algumas possuem suas sedes em países do sul como por exemplo, a Samsung, a Dawoo e a Hyundai da Coréia do Sul; a Petrobrás e a Rede Globo, do Brasil; a Pemex do México, e inúmeras outras.

Desde a crise socialista na década de 80, a globalização se expandiu ainda mais. Com a abertura desses países socialistas para o capitalismo a globalização atingiu todo o planeta. Hoje até na Rússia, na China ou na Mongólia se pagam contas com cartões de crédito do Ocidente, existem produtos eletrônicos japoneses e cadeias de fast food do tipo Mc Donald’s, o comércio externo e o turismo crescem a cada ano, etc.

No sistema globalização envolve-se a interdependência. Os países são dependentes uns dos outros, pois os governos nacionais não conseguem resolver individualmente seus principais problemas econômicos, sociais ou ambientais. As novas questões relacionadas com a economia globalizada fazem parte de um contexto mundial, refletem os grandes problemas internacionais, e as soluções dependem de medidas que devem ser tomadas por um grande conjunto de países.

Esse aspecto valoriza o papel desempenhado por diplomatas e pelas Organizações Internacionais (ONU), a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e as organizações não governamentais (ONGs).

A Globalização pode ser definida como a atual fase mundial do capitalismo, acelerada pelo intenso fluxo de capitais, produtos, informações, etc. Sua viabilização foi possível graças aos avanços tecnológicos decorrentes da terceira revolução industrial, que “encurtaram” as distâncias entre os diferentes pontos do planeta.

Isso quer dizer que qualquer produtor pode, atualmente, comprar mercadorias de que necessita em qualquer lugar do mundo onde elas são mais baratas e qualificadas. Entre as principais consequências da globalização estão a intensificação da competitividade das empresas e o desemprego. Na busca de se tornarem mais competitivas internacionalmente, as empresas precisam produzir melhor e mais barato.

Para isso aumenta os índices de automação e, entre outras coisas demite trabalhadores. Além disso outras consequências é o enfraquecimento relativo dos Estados nacionais e o aprofundamento das desigualdades entre os países desenvolvidos e subdesenvolvidos. No mundo globalizado quase desaparece as fronteiras nacionais. Se um país se isola e dita suas próprias leis, acaba tendo pouco acesso a capitais, informações e novas tecnologias de outros países. O fenômeno globalização não abrange o mundo inteiro poucos países oferecem condições realmente competitivas que atraiam investimentos de capitais.


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