Publicado por: mpv | 18 de julho de 2011

A política brasileira de 1500 a 2010

Brasil Colonial (1500-1822)

Do descobrimento do Brasil à proclamação de independência

I Reinado (1822-1831)

Até a abdicação de D. Pedro I

Período Regencial (1831-1840)

Marcado por 4 subdivisões

* 1831 até junho do mesmo ano: Regência Trina Provisória (D. Pedro II tinha apenas 4 anos quando seu pai abdicou)

* 1831- 1834: Regência Trina Permanente

* 1834-1837: Regência Una de Pe. Feijó (Partido Liberal)

Reforma de 34 (tentativa de conter uma série de revoltas que eclodiam no País);

Ato Adicional dá uma idéia descentralizadora, com assembléias provinciais.

* 1837-1840: Regência Una de Araújo Lima (Partido Conservador)

Lei Interpretativa do Ato Adicional (tentativa de voltar atrás na medida de descentralização da regência anterior);

Regresso Conservador;

Liberais se aliam ao imperador para tirar os conservadores do poder (Golpe da Maioridade).

II Reinado (1840-1889)

Do Golpe da Maioridade (D. Pedro II assume o trono) à proclamação da República em 15 de novembro

República Velha (1889-1984)

1889 – 1891 Deodoro da Fonseca

1891 – 1894 Floriano Peixoto

1894 – 1898 Prudente de Moraes

1898 – 1902 Campos Sales

1902 – 1906 Rodrigues Alves

1906 – 1909 Afonso Pena

1909 – 1910 Nilo Peçanha

1910 – 1914 Hermes da Fonseca

1914 – 1918 Venceslau Brás

1918             Rodrigues Alves

1918 – 1919 Delfim Moreira

1919 – 1922 Epitácio Moreira

1922 – 1926 Artur Bernardo

1926 – 1930 Washington Luís

1930 – 1934 Getúlio Vargas – Governo Provisório

1934 – 1937 Getúlio Vargas – Governo Constitucional

1937 – 1945 Getúlio Vargas – Governo Ditatorial

1945 – 1946 José Linhares

1946 – 1951 Eurico Gaspar Dutra

1951 – 1954 Getúlio Vargas

1954 – 1956 Café Filho, Carlos Luz, Nereu Ramos

1956 – 1961 Juscelino Kubitschek

1961             Jânio Quadros

1961 – 1964 João Goulart

1964 – 1967 Castelo Branco

1967 – 1969 Costa e Silva

1969 – 1974 Garrastazu Médici

1974 – 1979 Ernesto Geisel

1979 – 1985 João Baptista Figueiredo

* 1889-1894: República da Espada

Com o término do mandato do Marechal Deodoro da Fonseca, em 1891, assumem os militares (confirmar).

* 1894-1930: República das Oligarquias (ou Café com Leite)

A revolução de 1930 é, para alguns historiadores, o movimento mais importante da história brasileira pois é o único a provocar mudança na ordem, que a partir de então conta com a participação da classe média (antes era só a aristocracia). A revolução dá início à Era Vargas.

* 1930-1945: Era Vargas

subdividida em três períodos:

1) 1930-1934 – Governo Provisório (ainda sem constituição)

2) 1934-1937 – Primeiro Governo Contitucional de Vargas

Promulgação da Constituição de 1934 (votada, primeira
constituição social do Brasil);

Voto feminino, secreto (anteriormente o vosto era aberto, o
que dava margem ao Coronelismo e ao voto de cabresto), leis trabalhistas;

A partir de então o Brasil passa a ter movimentos
ideológicos (polarização ideológica);

Exemplos: Ação Integralista Brasileira (AIB) – que
simpatizava com movimentos fascistas na Europa

Aliança Nacional Libertadora (ANL), também conhecidos por
aliancistas – comunista, Intentona Comunista de 1935

3) 1935-1945 – Estado Novo ou Ditadura de Getúlio Vargas

GV queria ficar no poder. Sua desculpa foi ter descoberto um
plano no qual os comunistas planejam tomar o poder (Plano Cohen – 1937) –

Golpe de Estado;

Pelegrismo sindical – manipulação de sindicatos;

A partir de 1945, a situação se complica ainda mais para
Vargas que renuncia antes de sofrer o golpe (renúncia forçada);

Queremismo (a população não queria a renúncia –
“Queremos Vargas”;

Características deste período: censura, propaganda oficial –
DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda), DASP (Departamento de
Administração e Serviço Público), CLT (1942 ou 43).

* 1945- 1964 – República Populista ou República Liberal

Vários presidentes, momento em que a política externa
brasileira se aproxima mais da que temos hoje. Subdividida em 7 momentos:

1) 1945-1950: Gal Dutra

2) 1950-1954: Vargas

3) 1950-1956: vice João Café Filho toma posse

Carlos Luz (não queria dar posse ao JK, alegava que havia um
desacordo com a Constituição);

Nereu Ramos

4) 1956-1960: JK

5) 1961-1964: Jânio Quadros

6) Out 1961- Jan. 1963: República Parlamentarista

7) Jan 1963-1964: Jango com plenos poderes

* 1964 – 1985: Ditadura Militar

Não foi muito homogêneo em termos de política externa. No
começo do período havia um alinhamento maior com os EUA, mas depois a situação
mudou.

O movimento “Diretas Já” reivindicou a escolha do
presidente por eleições diretas em 1984. Isso se concretizaria na aprovação da
proposta de Emenda Constitucional Dante de Oliveira pelo Congresso Nacional.

Nova República (1985 – hoje)

Período da História Brasileira que vai de 1985 até aos dias atuais.

1985 – 1990 José Sarney

1990 – 1992 Fernando Collor de Mello

1992 – 1994 Itamar Franco

1995 – 2002 Fernando Henrique Cardoso

2003 – 2010 Luiz Inácio Lula da Silva

A Nova República é o período de nossa história onde o Brasil passou a ser verdadeiramente um país democrático.

Em 1985 Tancredo Neves foi eleito Presidente do Brasil pelo Colégio Eleitoral. A escolha de Tancredo Neves como Presidente deu um ponto final na Ditadura Militar.

Na véspera de tomar posse do governo, Tancredo Neves adoeceu, e dias depois, 21 de Abril de 1985, venho a falecer.

1985 – 1990 – O Governo Sarney

Com a morte de Tancredo Neves, o vice-presidente eleito, José Sarney, assumiu a presidência do Brasil. José Sarney governou o Brasil espelhado na imagem de Tancredo Neves. O ministério foi composto pelos mesmos ministros escolhidos por Tancredo.

O Governo Sarney deu inicio a Redemocratização do Brasil. Foi estabelecido eleições diretas para os cargos políticos. Também foi dado o direito de votar aos analfabetos e foi criada uma nova constituição.

A Constituição de 1988 é a mais democrática que o Brasil já teve.

No campo político o país respirava com a redemocratização mas, no campo econômico os problemas continuaram.

Buscando uma solução para a crise econômica, em Fevereiro de 1986 o Governo Sarney lançou um plano de estabilização econômica, o Plano Cruzado.

A nova moeda, o Cruzado, tinha o valor de mil cruzeiro, antiga moeda. Pelo Plano Cruzado ficou estabelecido o congelamento de preços e salários. Estas medidas econômicas não surtiram efeito pois a inflação voltou a
subir.

Com o fracasso do Plano Cruzado, outros planos econômicos foram elaborados, foi o caso do Plano Blesser e Plano Verão que criou o Cruzado Novo.

1990 – 1993 – O Governo Collor

Nas eleições de 1989, com o caos econômico instalado no Brasil, a população optou por votar num candidato que não fosse o indicado pelo governo Sarney.

O povo elegeu como Presidente do Brasil Fernando Collor de Mello. Em sua campanha política Collor afirmava que buscaria melhorias na condição de vida do povo brasileiro, chamado por ele de pés-descalços e descamisados.

Logo ao assumir a presidência, Collor pois em pratica o Plano Brasil Novo, conhecido também como Plano Collor.

O Plano Collor em comparação aos planos tomados pelos governos anteriores foi o mais drástico. A moeda voltou a ser o cruzeiro que passou a ser circulado em menor quantidade. As contas bancárias e cadernetas de poupanças com saldo superior a 50 mil cruzeiros foram bloqueadas.

Inicialmente, as medidas econômicas tomadas no Governo Collor até surtiram efeito, mas no andamento do governo a inflação voltou a subir.

Para piorar a situação do Presidente Collor, sua imagem ficaria suja devido as denuncias de corrupção em seu governo.

Pedro Collor, irmão do Presidente Collor, denunciou um esquema de corrupção que tinha como principal figura Paulo César Farias, tesoureiro da campanha politica de Collor.

A descoberta do Esquema PC Farias atingiu em cheio a popularidade de Fernando Collor. Seus dias como presidente estavam contados.

Demonstrando o seu descontentamento com o Governo Collor, boa parte da população brasileira surpreendentemente saiu as ruas para protestar. Queriam eles a imediata renuncia de Collor.

Pressionados pelos Caras Pintadas, a Câmara dos Deputados instaurou uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Na CPI foram levantadas provas suficientes que comprovaram a participação de Collor no Esquema PC.

O Congresso Nacional teve que se reunir para discutir a aprovação do Impeachment de Fernando Collor de Melo. Em 29 de Dezembro de 1993 Fernando Collor optou por renunciar a presidência deixando o cargo para o seu
vice, Itamar Franco.

1993 – 1994 – O Governo Itamar Franco

Com a renuncia de Fernando Collor, Itamar Franco teve que assumir a Presidência do Brasil. No Governo Itamar Franco, foi encontrado uma solução para a crise econômia que assolava o Brasil.

Em Maio de 1993 Itamar Franco nomeou Fernando Henrique Cardoso como Ministro da Fazenda.

Fernando Henrique Cardoso a Frente de um grupo de economistas elaborou um bem sucedido plano econômico, o Plano Real. A nova moeda, o Real, tornou-se um sucesso.

Com a nova moeda a população teve um melhor poder aquisitivo e seus salários não estavam mais sendo corroídos pela inflação.

1995 – 2002 – O Governo Fernando Henrique Cardoso

Foi dado a Fernando Henrique Cardoso o credito pela eleboração do Plano Real. A população confiava nele e por isso ele sagrou-se como candidato vencedor nas eleições presidenciais de 1994.

Fernando Henrique tomou posse do Governo em 1 de Janeiro de 1995. Ao final de 1998 foi reeleito como presidente derrotando novamente Luís Inácio Lula da Silva.

Além de se engajar na missão manter a inflação baixa, o Governo FHC optou por privatizar as empresas estatais e abrir economia brasileira para o MERCOSUL afim de ampliar sua produção industrial.

A política econômica adotada no Governo Fernando Henrique Cardoso fez com que o Brasil recorresse ao FMI o que gerou a desvalorização do Real.

2003 – 2010 – O Governo Luiz Inácio Lula da Silva

Corresponde ao período da história política brasileira que se inicia com a posse de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência, em 1 de janeiro de 2003, em sua quarta tentativa para chegar ao cargo presidencial,
após derrotar o candidato do PSDB e ex-ministro da Saúde José Serra, com 61,30% dos votos válidos, em segundo turno. A eleição de Lula, que havia sido derrotado nos anos de 1989, 1994 e 1998, é marcada por ter sido a primeira na história brasileira de um ex-operário ao posto mais importante do país.

Em outubro de 2006, Lula se reelegeu para a presidência,
derrotando o candidato do PSDB Geraldo Alckmin, sendo eleito no segundo turno
com mais de 60% dos votos válidos contra 39,17% de seu adversário. Sua estada
na presidência foi concluída em 31 de dezembro de 2010.

O Governo Lula terminou com aprovação recorde da população, com número superior a 80% de avaliação positiva. Teve como principais marcas a continuidade com êxito do Plano Real, a retomada do crescimento do País e a tentativa de redução da pobreza e da desigualdade social.

Fonte: Internet


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