Publicado por: mpv | 18 de setembro de 2014

Tipos de Relevo

FORMAS DE RELEVO

O relevo descreve a topografia de uma região, ou seja a altura (quão elevada esta região se encontra), o aspecto (para qual direção as camadas inclinadas se direcionam), a forma (o formato em que a superfície se encontra) e a inclinação (o quão íngremes as camadas estão) de uma determinada região. Em termos mais técnicos mais simples, corresponde às variações que se apresentam sobre a camada superficial de uma dada região. Assim, podemos notar que o relevo terrestre apresenta diferentes fisionomias, isto é, áreas com diferentes características: algumas mais altas, outras mais baixas, algumas mais acidentadas, outras mais planas, entre outras feições.
Para melhor analisar e compreender a forma com que essas dinâmicas se revelam, foi elaborada uma classificação do relevo terrestre com base em suas características principais, dividindo-o em quatro diferentes formas básicas de relevo: as montanhas, os planaltos, as planícies e as depressões.

Planaltos

Os planaltos, também chamados de platôs, são áreas de altitudes variadas e limitadas, em um de seus lados, por superfície rebaixada. Os planaltos são originários das erosões provocadas por água ou vento. Os cumes dos planaltos são ligeiramente nivelados.

Exemplo: Planalto Central no Brasil, localizado em território dos estados de Goiás, Minas Gerais, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Planícies

É uma área geográfica caracterizada por superfície relativamente plana (pouca ou nenhuma variação de altitude). São encontradas, na maioria das vezes, em regiões de baixas altitudes. As planícies são formadas por rochas sedimentares. Nestas áreas, ocorre o acúmulo de sedimentos.
Exemplos: Planície Litorânea, Planície Amazônica e Planície do Pantanal.

Depressões

As depressões são regiões geográficas mais baixas do que as áreas em sua volta. Quando esta região situa-se numa altitude abaixo do nível do mar, ela é chamada de depressão absoluta. Quando são apenas mais baixas do que as áreas ao redor, são chamadas de depressões relativas. As crateras de vulcões desativados são consideradas depressões. É comum a formação de lagos nas depressões.
Exemplo: Depressão Sul Amazônica

Montanhas

As montanhas são formações geográficas originadas do choque (encontro) entre placas tectônicas. Quando ocorre este choque na crosta terrestre, o solo das regiões que sofrem o impacto acabam se elevando na superfície, formando assim as montanhas. Grande parte deste tipo de montanhas formaram-se na era geológica do Terciário. Existem também, embora menos comum, as montanhas formadas por vulcões.
Existem quatro tipos de montanhas: as vulcânicas, que se formam a partir de vulcões; as de erosão, que surgem a partir da erosão do relevo ao seu redor, levando milhões de anos para serem formadas; as falhadas, originadas a partir de falhamentos na crosta, que geram uma ruptura entre dois blocos terrestres, ficando soerguidos um sobre o outro; e as dobradas, que se originam a partir dos dobramentos terrestres causados pelo tectonismo. De todos esses tipos, o último é o mais comum.
As altitudes das montanhas são superiores as das regiões vizinhas. Quando ocorre um conjunto de montanhas, chamamos de cordilheira.
Exemplos: Aconcágua (Argentina), Pico da Neblina (Brasil), Logan (Canadá), Kilimanjaro (Tanzânia), Monte Everest (Nepal, China), Monte K2 (Paquistão, China), Monte Blanco (França, Itália).

FORMAS SECUNDÁRIAS DE RELEVO

Cuestas

Forma de relevo dissimétrico constituída por uma sucessão alternada das camadas com diferentes resistências ao desgaste e que se inclinam numa direção, formando um declive suave de um lado e um corte abrupto de outro. Os relevos do tipo cuestas também encontram-se associados a estruturas sedimentares, com ou sem intercalações de estratos basálticos. Diferenciam-se dos relevos tabuliformes por corresponderem a seções caracterizadas por camadas litoestratigráficas inclinadas, razão pela qual comumente aparecem nas bordas das bacias sedimentares, mergulhando em direção ao seu centro.

Exemplos: Depressão Periférica Paulista.

Tabuleiros

Forma de relevo constituída por pequenos platôs, de altitude em geral modesta, entre vinte e cinquenta metros, limitados por escarpas abruptas, denominadas barreiras.
São formados de argilas coloridas e arenito da série Barreiras, provavelmente do plioceno, no período terciário, de fácies desértica, desprovida de fósseis. Assentam-se em geral sobre sedimentos mesozóicos ou diretamente sobre o embasamento cristalino. A pobreza de seus solos sílico-argilosos não permite o desenvolvimento de vegetação abundante, o que explica a presença preponderante de plantas herbáceas e arbustivas, em geral rarefeitas, com tendência à xerofilia, bem patenteada pela existência de cactáceas. Por isso, a paisagem vegetal dos tabuleiros assemelha-se muitas vezes à da caatinga.

Exemplos: Mais frequentes no Nordeste, os tabuleiros podem ser também encontrados no interior da Amazônia e no Espírito Santo.

Chapadas

São formações com extensas superfícies planas em regiões de serras com altitudes geralmente superiores a 600 metros. É uma vasta planície com vegetação rasteira.

Exemplos: Chapada Diamantina – maior chapada brasileira está localizada na Bahia; Chapada dos Guimarães (MT); Chapada dos Veadeiros (GO).

Escarpas

É uma zona de transição entre diferentes províncias fisiogeográficas que envolve uma elevação aguda (superior a 45º), caracterizada pela formação de um penhasco ou uma encosta íngreme. A superfície desta encosta íngreme é chamada de rosto da escarpa. As escarpas geralmente são formadas pela erosão diferencial de rochas sedimentares ou pelo movimento vertical da crosta terrestre ao longo de uma falha geológica.

Morros

Ou colina, outeiro ou cerro (às vezes escrito serro) é um acidente geográfico constituído por pequena elevação de terreno com declive suave, com um desnível de quota de até cinquenta metros.

Fontes: www.brasil.gov.br, www.apadescalvado.cnpm.embrapa.br, marcosbau.com.br, www.suapesquisa.com, www.brasilescola.com


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