Publicado por: mpv | 25 de março de 2015

O Continente Perdido de Atlântida – Verdade ou Lenda?

HISTÓRIA

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Atlântida é uma lendária ilha ou continente cuja primeira menção conhecida remonta a Platão em suas obras “Timeu ou a Natureza” e “Crítias ou a Atlântida”. Segundo Platão, o continente estaria localizado além das Colunas de Hércules (Estreito de Gibraltar), e seria maior que a Líbia e a África juntas. Conforme a lenda, nos primeiros tempos, os deuses fizeram entre si a partilha do mundo e Atlântida passou a pertencer à Poseidon.

Poseidon, que viveu na ilha por longo tempo em companhia da jovem Clito, dividiu a região em dez partes, cedendo-as a cada um dos dez filhos. Todos os reis de Atlântida obedeciam ao irmão Atlas, filho mais velho de Poseidon.

Os soberanos da misteriosa ilha, explorando suas riquezas, como o ferro, o cobre e o ouro, fundaram grandes e ricas cidades, alcançando progresso e grande poderio. Mas fracassaram na sua tentativa de dominar os atenienses, que os repeliram com um poderoso exército. Ainda segundo a narrativa de Platão, baseada em informações obtidas de sacerdotes egípcios, os atlantes entregaram-se aos vícios e perverssões, atraindo a ira de Zeus (deus do céu)’, que causou sua destruição há 12.000 anos, com grandes maremotos e tremores.

Platão, o filósofo grego, descreveu em seu livro, “A Atlântida”, diversas teorias que tratam da existência e desaparecimento do continente. Segundo os especialistas, a Atlântida teria desaparecido há mais ou menos 10.000 ou 12.000 anos trás. As causas foram várias. A mais conhecida é a do continente ter sido submerso devido ao fim da última glaciação pelo qual o planeta passou. Há cerca de 80.000 anos atrás começou esse período, e acabou justamente entre 10.000 e 12.000 anos atrás. A conseqüência do fim do período glacial é o derretimento de grande parte do gelo acumulado e o aumento do nível dos Oceanos.

A Atlântida é considerado um dos maiores mistérios da humanidade. Será que ela realmente existiu um dia? E se existiu o que terá de fato acontecido?

 

LOCALIZAÇÃO

Outra questão que intriga e provoca discussões entre os especialistas, é sobre a localização do continente. A maioria acredita que a Atlântida se localizava onde hoje é o Oceano Atlântico (por isso o continente se chama Atlântida), entre os EUA e a Europa. Os estudiosos usam como argumento, o fato do litoral brasileiro se “encaixar” quase com perfeição no litoral africano e do litoral leste dos EUA não combinar com o litoral europeu.

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Existem vários historiadores ou arqueólogos que viajam pelo mundo em busca de alguma prova ou até mesmo atrás da própria Atlântida. Alguns afirmam que o continente estaria localizado em alguma parte da América do Sul, já que segundo Platão “a Atlântida está a oeste do Atlântico”. Alguns dizem também que a Atlântida poderia ser uma cidade, não um continente. Isso porque segundo geólogos seria impossível um continente inteiro afundar. Outros afirmam também que a história da Atlântida não seria nada mais do que um produto da imaginação fértil de Platão, que ele teria escrito a história da Atlântida para criticar a sociedade da época, já que a Grécia antiga era uma nação muito desenvolvida, e como toda nação desenvolvida, teria também suas corrupções.

O filósofo grego Platão escreveu sobre a cidade há 2.600 anos, descrevendo-a como “uma ilha situada em frente ao estreito chamado de Pilares de Hércules”, como o Estreito de Gibraltar era conhecido na antiguidade. Com a descrição detalhada de Platão como mapa, as buscas foram direcionadas no Mediterrâneo e no Atlântico como melhores possibilidades de localização da cidade. O debate sobre se a cidade realmente existiu dura milhares de anos. Os diálogos de Platão de 360 A.C. são as únicas fontes históricas de informação sobre a cidade.

Em 2011, um time de pesquisadores americanos pode ter finalmente localizado a cidade perdida de Atlântida, metrópole legendária que sucumbiu a uma tsunami, há milhares de anos, na Espanha.

Para solucionar o mistério, a equipe usou uma foto de satélite de uma suspeita cidade submersa para encontrar a localização, ao norte de Cadiz, na Espanha. Lá, enterrada nos pântanos do Parque Doña Ana, eles acreditam ter mapeado o antigo domínio conhecido como Atlântida. O time de arqueólogos e geólogos em 2009 e 2010 usou uma combinação de radar, mapeamento digital e tecnologia subaquática para pesquisar a localização. Primeiro, descobriram uma série de cidades memorial construídas à imagem de Atlântida.

 

O MISTÉRIO DOS MAPAS

Aceitando a possibilidade de que alguns sobreviveram ao cataclismo, é possível que tivessem levado consigo alguns artefatos de sua nação.

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Piri Reis, almirante turco, desenhou um mapa-múndi em 1513 baseando-se em antigas cartas marítimas. Em 1956, Hapgood estudou esse mapa. Perguntava-se como era possível que desenhasse a costa oriental da América do Sul, se todavia, ainda não havia sido inteiramente cartografada, e a Antártida – parte da qual aparece no mapa -, que só foi descoberta em 1820. Hapgood enviou o mapa de Piri Reis para especialistas da USAF. Ficaram igualmente surpresos. De onde Piri Reis obteve a informação para confeccionar o mapa? Seria ele, um descendente dos antigos habitantes da Atlântida?

Os pesquisadores afirmam que o mapa de Reis, onde aparece a Antártida sem gelo, é quase igual a uma carta geológica. “Isto significa que a costa tinha sido cartografada antes de ser coberta pela capa de gelo – informaram os especialistas da USAF -, e nesta região, o gelo tem mais de um quilômetro e meio de espessura. Não sabemos como foi feito este mapa, com os dados e o nível de conhecimento de 1513.”

Então Hapgood encontrou outro mapa misterioso, outro documento “impossível”: o mapa de Oronteus Finaeus, copiado em 1531. Nele figurava a Antártida em sua totalidade, com grande detalhamento, incluindo a localização precisa de montanhas, planícies e rios. Tudo isto estava refletido na carta geológica de 1949 e na descrição que Platão fez 2.000 anos antes.

 

UMA POSSÍVEL CONEXÃO COM O EGITO?

Segundo as teorias dos Flem-Ath, a existência de uma civilização tecnologicamente desenvolvida antes do ano 10.000 a.C. ajudaria a explicar a presença de diversos monumentos antigos espalhados pelo mundo inteiro, cuja construção todavia não possui explicação racional. Entre esses monumentos estão em cidades na América Central e América do Sul, construídas pelas civilizações Maia e Asteca. Poderiam estas civilizações ter tido seus benefícios e conhecimentos transmitidos por atlântes sobreviventes? A mesma teoria se aplica ao Egito, de onde procede a história de Atlântida escrita por Platão. Os pesquisadores acreditam que uma antiga civilização pode ter utilizado a tecnologia para construir as pirâmides. Estudos recentes indicam que a Esfinge é muito mais antiga, por volta de 10.000 anos, do que se pensava inicialmente. O mal estado do rosto, segundo os pesquisadores, poderia ser devido a sua antigüidade. Como isso é possível, se acredita-se que a civilização egípcia nasceu no ano 4.000 a.C.?

 

A CIVILIZAÇÃO ATLANTE

Os antigos egípcios conheciam a existência de uma esplêndida civilização que habitava um continente no meio do oceano. Este povo seriam os primeiros navegadores, comerciantes e colonizadores de suas terras. O conhecimento atlante estava diretamente relacionado com as forças da natureza e continham aspectos energéticos (metafísicos e radiônicos) e até espirituais unidos numa só ciência, conceito praticamente impossível de ser aceito pela ciência atual. Mantinham contato com culturas provenientes de várias regiões do espaço e por isso acredita-se que a tecnologia de construção e manipulação de energias das estruturas piramidais seja de origem extraterrestre.

A sociedade atlante era dividida em duas classes socias: a dos homens de face resplandecente, ou de face amarela, que eram os mais espiritualizados; os de face tenebrosa, ou da face vermelha, que eram os poucos espiritualizados. Segundo antigos escritos, os de face tenebrosa teriam tomado o poder, obrigando os de face resplandecente a se refugiarem no interior das montanhas. Isso provocou uma grande divisão da nação atlante.

Além dos conhecimentos na área científica, os atlantes também tinham grande conhecimento das forças da natureza. Mesmo com tanto conhecimento, não conseguiram impedir que as forças naturais os destruíssem, não deixando nenhum vestígio concreto de sua existência.

 

O CAMINHO DAS ANTIGAS FONTES

Algumas linhas de Platão foram suficientes para imprimir consistentemente a Atlântida na memória dos homens. As passagens que se referem ao assunto encontram-se em dois dos diálogos do filósofo, Crítias e Timeu, nomes de seus protagonistas. “Antes de tudo, lembremo-nos de que, em suma, passaram-se 9 mil anos depois da guerra que, de acordo com as revelações de sacerdotes egípcios, opôs os povos que habitavam fora – depois das Colunas de Hércules – e todos os que habitavam para cá das Colunas. Aqui, foi nossa cidade, dizem, que tomou o comando e sustentou toda a guerra; lá, foram os reis da ilha Atlântida, ilha que, tínhamos dito, era outrora maior que a Líbia e que a Ásia, mas que hoje engolida por tremores de terra é apenas um limo intransponível que barra a passagem daqueles que partem daqui em direção ao grande mar”, diz Crítias.

Platão recontou a história que seu bisavô ouvira de Sólon, um dos sete sábios da Grécia antiga, que a tinha escutado de um dos sacerdotes de Sais, no Egito. “Nessa ilha, Atlântida, os reis formaram uma grande e admirável potência, que estendeu sua dominação sobre a ilha inteira e muitas outras ilhas, além de algumas partes do continente”, sublinha Timeu.

Podemos notar também similitudes espantosas entre Platão e Homero. Quando Crítias explica que “bem perto da costa atlante, há no mar um território elevado que domina o oceano verticalmente”, ecoa literalmente a Odisséia: “Diante da costa da ilha dos feacianos, eleva-se no mar uma ilha que, de todos os lados, tomba verticalmente sobre as águas”. Teria também Ulisses procurado a Atlântida?

 

METAL LENDÁRIO DE ATLÂNTIDA EM NAVIO NAUFRAGADO DA SICÍLIA

Equipe de mergulhadores descobriu 39 barras do mítico oricalco em uma embarcação que afundou há 2600 anos. Segundo Platão, o oricalco era extraído somente das minas perdidas de Atlântida. Platão descreve Atlântida em seu diálogo Crítias como um lugar que “cintila com a luz vermelha do oricalco”, metal que segundo o filósofo revestiria todo o interior do templo de Poseidon na lendária ilha.

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O pensador grego acrescenta ainda que a substância seria a segunda mais valiosa, atrás apenas do ouro, e que só podia ser extraída das minas localizadas no território perdido. Se ele vem ou não de Atlântida obviamente não se sabe, mas o fato é que até hoje apenas pequenas quantidades de oricalco haviam sido encontradas. Surpreendentemente, mergulhadores da Sicília acabam de descobrir 39 barras compostas pela misteriosa liga em um navio que naufragou por volta do ano 550 a.C. na região de Gela, no sul da ilha italiana.

 

FONTE:

http://www.angelfire.com/nh/anjowarez/Atlantida.html

http://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/pesquisadores-podem-ter-localizado-cidade-perdida-de-atlantida-2811690

http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/a_atlantida_ressurge.html

http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Arqueologia/noticia/2015/01/metal-lendario-de-atlantida-e-encontrado-em-navio-naufragado-na-sicilia.html

 

 

 


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