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Resumo – Continente Africano

africa

África é o único continente situado em todos os hemisférios da terra: norte, sul, leste e oeste. Isso acontece porque ela é cortada, ao mesmo tempo, pela Linha do Equador e pelo Meridiano de Greenwich. Possui uma área total de 30.221.532 km² (a terceira maior do mundo) e uma população de 1,033 bilhão de pessoas (a segunda mais populosa).

A África é limitada ao norte pelo Mar de Mediterrâneo, responsável por separar esse continente da Europa. A nordeste, faz fronteira com a Ásia, através do território do Egito, sendo limitado também pelo Mar Vermelho. A leste, o continente africano encontra-se banhado pelo Oceano Índico; a oeste, pelo Oceano Atlântico.

Ao todo, existem 55 países, dos quais seis são insulares e 49 são continentais, incluindo o Sudão do Sul, o país mais jovem do mundo, cuja independência foi declarada em 2011. A tendência, no entanto, é que o número de países continue crescendo, pois a maior parte das fronteiras territoriais dos países africanos é muito frágil, ou seja, envolve constantes disputas por independência ou até por unificação. Grande parte dessas questões está relacionada com o processo de colonização do continente africano.

O Egito foi provavelmente o primeiro estado a constituir-se na África, há cerca de 5000 anos, mas muitos outros reinos ou cidades-estado foram sucedendo-se neste continente, ao longo dos séculos. Além disso, a África foi, desde a antiguidade, procurada por povos de outros continentes, que buscavam as suas riquezas como sal e ouro. A atual divisão territorial da África, no entanto, é muito recente – de meados do século XX – e resultou da descolonização europeia.

No fim da década de 70, quase toda a África havia se tornado independente. Os jovens Estados africanos enfrentam vários problemas básicos, como o desenvolvimento econômico, o neocolonialismo e a incapacidade de se fazerem ouvir nos assuntos internacionais. A maioria dos Estados africanos é considerada parte do Terceiro Mundo.

RELEVO – HIDROGRAFIA – CLIMA

No continente africano as formas de relevo são relativamente homogêneas, podendo ser considerado como um grande planalto, formado em sua maior parte por rochas antigas. O continente pode ser dividido em duas porções: a norte-ocidental, de formas mais baixas, e a sul-oriental, de topografia mais elevada. Além dos planaltos, o relevo apresenta extensas áreas de depressões, onde se instalam os desertos continentais. Apesar de os grandes planaltos dominarem a África, há algumas cadeias de montanhas no continente.

relevo

A formação geológica, mais precisamente do relevo, é bastante antiga e passou por grandes processos erosivos ao longo do tempo. Em geral, o relevo que predomina na África é o planalto de forma aplainada devido os processos erosivos. O planalto é cercado por um conjunto montanhoso que apresenta, forma de cadeias ou  forma de maciços ao seu entorno.

Nesse sentido, os relevos são classificados em compartimentos, no qual os principais são respectivamente:

  • Cadeia do Atlas: conjunto montanhoso localizado ao norte do continente, lugar onde se encontra o Marrocos até a Tunísia. Essa característica de relevo corresponde a um dobramento moderno, isso resulta em grandes altitudes, uma vez que não passaram por processos erosivos, desse modo em alguns pontos a elevação pode alcançar 4 mil metros.
  • Cadeia do Cabo: conjunto de montanhas que se encontra no litoral sul do continente, possui uma formação relativamente antiga, o que proporciona elevações modestas.
  • Maciço da África Centro-Oriental: conjunto de montanhas que se formou por meio de erupções vulcânicas, esse tipo de relevo apresenta-se desde a Somália até a Tanzânia, adjacente ao Oceano Índico. Na região destaca-se o Rift Valley no qual é possível encontrar os pontos mais elevados do relevo africano, como o Quilimanjaro (5 895 m) e o Quênia (5 197 m).
  • Maciço da África Centro-Ocidental: corresponde a um conjunto de montanhas estabelecido na costa atlântica no qual se destacam o Fouta, Djalon, Maciço de Camarões. Essas são formações antigas e automaticamente geram elevações bastante modestas que ultrapassam os 2,5 mil metros de altitudes.

Em algumas regiões, registra-se a presença de montanhas, com altitudes mais elevadas, com destaque para a Cadeia do Atlas, no extremo norte dos continentes. Em outros pontos, é possível observar a presença de alguns importantes vales, com destaque para os rios Nilo, Congo e Níger.

Quanto a hidrografia, a África possui alguns rios importantes e caudalosos, mas sua hidrografia não pode ser considerada equilibrada. Seus rios são mal distribuídos por conta da presença de diversas áreas de clima desértico, o que agrava a situação de seca e escassez de água em várias localidades do continente. Na região do Saara existem muitos rios temporários, também conhecidos como intermitentes, pois o fluxo desses rios diminui no período mais seco até cessar completamente. Apenas o rio Nilo, o segundo maior do mundo em extensão, com cerca de 6.700 km, não perde o seu fluxo no percurso do deserto para o mar. O Nilo nasce na região equatorial próxima da floresta Nyungwe, em Ruanda. Por desaguar no Mar Mediterrâneo, formando um imenso delta, ele foi historicamente aproveitado para a irrigação e a agricultura.

Além de importantes rios, o continente africano possui grandes lagos, dentre eles:

  • Vitória: corresponde a um lago que configura como o maior do continente, banha os territórios da Tanzânia, Quênia e Uganda.
  • Tangancia: é um lago que banha as nações do Burundi, Tanzânia, Zâmbia e a República Democrática do Congo, é um dos mais profundos do mundo com cerca de 1.435 metros.
  • Niassa: lago que ocupa áreas em países como Malavi, Tanzânia e Moçambique.
  • Turkana: lago de água salgada que abrange o território do Quênia e Etiópia.
  • Alberto: lago que está localizado ao norte do continente onde estão situadas áreas dos países de Uganda e a República Democrática do Congo.

Outros importantes rios africanos são o Congo, de grande volume de água, o Níger, o Zambeze e o Orange. Como esses rios estão bastante espalhados pelo território africano, podemos dizer que a hidrografia do continente está mal distribuída, comprometendo o abastecimento de água de diversas localidades e agravando as tensões sociais.

Em termos climáticos, a localização do continente africano contribui para a constituição de um clima predominantemente tropical, com regiões geralmente muito quentes e com baixos índices de pluviosidade. Na verdade, somente nas proximidades da Linha do Equador é que o índice de chuvas é maior, em virtude da presença da Floresta do Congo, tornando o clima mais seco à medida que o continente se distribui para o norte e para o sul.

clima

Ao norte encontra-se o deserto do Saara, o segundo maior do mundo, com mais de nove milhões de quilômetros quadrados, constituindo uma área maior que a do território brasileiro. Ao sul há o deserto do Kalahari, o quinto maior do mundo, envolvendo a área de vários países sul-africanos. Além dessas duas paisagens, registra-se a presença de vários tipos de vegetações naturais, como a Floresta do Congo (um tipo de Mata Equatorial), as plantas desérticas, a Vegetação Mediterrânea, as Estepes e, principalmente, as Savanas, que predominam no continente e que em muito se assemelham ao Cerrado brasileiro.

Economicamente, o continente africano é mundialmente conhecido como o mais pobre do mundo. A maior parte dos países possui baixíssimas riquezas monetárias – apesar da abundância de riquezas naturais –, com os piores Índices de Desenvolvimento Humano do planeta. Das nações com graves problemas sociais, como a desnutrição, o analfabetismo e a mortalidade infantil, a maior parte é composta por países africanos.

Esse quadro intensifica-se em razão de os países africanos serem exportadores, principalmente, de matérias-primas. Nesse caso, as economias dos países tornam-se muito dependentes dos países desenvolvidos. Além disso, a maior parte dos recursos naturais encontra-se sob a posse de poucos, o que eleva a concentração de renda e contribui para que a população local não receba os benefícios da produtividade de suas terras.

O principal bloco econômico africano é o SADC (Southern Africa Development Community), formado por 15 países: África do Sul, Angola, Botswana, República Democrática do Congo, Lesoto, Madagascar, Malaui, Maurícia, Moçambique, Namíbia, Suazilândia, Seychelles, Tanzânia, Zâmbia e Zimbábue.  Os países africanos que possuem um nível de desenvolvimento um pouco melhor do que a média do continente são: África do Sul, Egito, Marrocos, Argélia, Tunísia e Líbia; já os maiores problemas que o continente enfrenta ao longo das últimas décadas podem ser resumidos como: fome, epidemias (a AIDS é a principal), os conflitos étnicos armados (alguns países vivem em processo de guerra civil) e os baixos índices sociais. O analfabetismo, por exemplo, é de aproximadamente 40%.

As religiões mais presentes no continente são: muçulmana (cerca de 40%) e católica romana (15%). Existem também seguidores de diversos cultos africanos. As línguas mais faladas no continente são: inglês, francês, árabe, português e as línguas africanas.

FONTES:

http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/africa-2.htm

http://gustavo3333.blogspot.com.br/

http://www.suapesquisa.com/geografia/continente_africano.htm

http://brasilescola.uol.com.br/geografia/africa-continente.htm

http://www.sogeografia.com.br/Conteudos/Continentes/Africa/?pg=2

http://aparenciadoespaco.blogspot.com.br/2013/08/caracteristicas-fisicas-da-africa.html

http://geoandclime.blogspot.com.br/2014_05_01_archive.html

http://geofundamental.blogspot.com.br/2015/11/africa-aspectos-fisicos.html

China na Lua

Os meios de comunicação (ou “doutrinamento”) em massa não tem interesse em dar informações fora do eixo EUA / Europa.

Mas mesmo sendo uma notícia que alguns contestam, vocês precisam ler e ver essas notícias.

http://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/descoberto-telescopio-secreto-chines-que-esta-ha-dois-anos-na-lua-14102015

http://obutecodanet.ig.com.br/index.php/2016/02/10/fotos-da-primeira-viagem-lunar-da-china/#more-125355

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Oásis

Galera, quando explico pra vocês sobre oásis (não é oasis sem acento senão fica isso – LINK), alguns de vocês tem dificuldade de visualizar um local como esse.

Segue então aqui em baixo um resumo de uma reportagem que saiu sobre esse tema. Boa leitura!

Parece uma miragem, mas esse é um lugar incrível e real

Tropeçar em um oásis verdejante no meio do deserto é o pensamento clássico de alguém perdido, superaquecido, desidratado  e exausto. Mas se você estiver nessas condições vagando pelo deserto próximo a Huacachina, Peru, provavelmente não é uma miragem: Huacachina é um lugar absolutamente real, e fascinante.

Localizado em um dos climas mais secos do mundo, Huacachina é o lar de 96 moradores e seus negócios. Ele também é um destino turístico extremamente popular para todos os sul-americanos. O lago que existe naturalmente no centro de Huacachina é dito ter propriedades restauradoras: peruanos de todos os cantos do país vêm atéHuacachina para se banhar em suas águas termais.

Se você estiver viajando para o Peru, não se esqueça de visitar Huacachina – embora, depois de ver estas fotos deslumbrantes, vai ser difícil se convencer de que não é simplesmente uma invenção esplêndida da sua imaginação.

Fonte:

O Grande Vale do Rift – África

É conhecido como Vale do Rift ou Grande Vale do Rift o conjunto de falhas tectônicas, formado há 35 milhões de anos atrás com a divisão das placas tectônicas da África e da Arábia, que cortam a parte leste da África, desde o Lago Malauí até o Chifre da África, onde cria uma bifurcação entre Eritreia, Djibuti e Somália, o Triângulo de Afar.

rift valley map
Esta estrutura estende-se no sentido norte-sul por cerca de 6440 km de extensão, desde o norte da Síria até ao centro de Moçambique, com uma largura que varia entre 30 e 100 km e, em profundidade de algumas centenas a milhares de metros e compreende três principais lagos: o Malauí (ou Nassa) em seu início, o Tanganica, na sua porção mais a oeste (cria-se um “braço” na região da Tanzânia que segue para o ocidente, até a região da divisa entre República Democrática do Congo e Uganda, Ruanda e Burundi) e o Lago Vitória (entre a porção leste e oeste).

A profundidade em alguns lugares chega a incríveis milhares de metros. O lugar também caracteriza-se pela forte atividade vulcânica para um lugar “longe” do encontro de placas, principalmente no Triângulo de Afar. O Monte Kilimanjaro, o mais alto da África, fica localizado próximo ao vale. Em outras palavras, a falha segue desde Moçambique até o Mar Vermelho, com suas áreas de maior ou menor atividade e suas bifurcações.

rift valley

No Quênia, o Vale do Rift corta o centro do país e criou paisagens únicas, como de lagos alcalinos originados quando o sal secou e criou belas ilhas espalhadas entre eles.

 

Fonte:

http://www.rhinoafrica.com/pt/qu-nia/o-grande-vale-do-rift

http://geografiaopinativa.blogspot.com.br/2013/09/vale-do-rift-grande-falha-que-pode.html

Qual a diferença entre Fascismo e Nazismo?

Fascismo

Entre as décadas de 1920 e 1940, surgiu e desenvolveu-se, em alguns países da Europa, o fascismo. Era um sistema político, econômico e social que ganhou força após a Primeira Guerra Mundial, principalmente na Itália país que estavam passando pela crise econômica. Na Itália, o fascismo foi representado pelo líder italiano Benito Mussolini.

Este sistema terminou com a derrota do Eixo (Alemanha, Itália e Japão) na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

O ‘Fascio di Combattimento’, ou Esquadra de Combate, que deu origem ao fascismo, buscou seu nome na expressão ‘fascio’, que significa feixe de varas. O feixe de varas, simbolizando união e força, vem do latim ‘fesce’, um feixe de varas que, junto com uma machadinha, era levado pelo ‘litor’, uma espécie de oficial de justiça que, na Roma antiga, seguia os magistrados para executar as decisões da justiça, com poderes para coagir, incluindo a aplicação de castigos físicos.

 

Principais características e ideias do fascismo:

– Totalitarismo: o sistema fascista era antidemocrático e concentrava poderes totais nas mãos do líder de governo. Este líder podia tomar qualquer tipo de decisão ou decretar leis sem consultar políticos ou representantes da sociedade.

– Nacionalismo: entre os fascistas era a ideologia baseada na ideia de que só o que é do país tem valor. Valorização extrema da cultura do próprio país em detrimento das outras, que são consideradas inferiores.

– Militarismo: altos investimentos na produção de armas e equipamentos de guerra. Fortalecimento das forças armadas como forma de ganhar poder entre as outras nações. Objetivo de expansão territorial através de guerras.

– Culto à força física: Nos países fascistas, desde jovens os jovens eram treinados e preparados fisicamente para uma possível guerra. O objetivo do estado fascista era preparar soldados fortes e saudáveis.

– Censura: Mussolini usaram este dispositivo para coibir qualquer tipo de crítica aos seus governos. Nenhuma notícia ou ideia, contrária ao sistema, poderia ser veiculadas em jornais, revistas, rádio ou cinema. Aqueles que arriscavam criticar o governo eram presos e até condenados a morte.

– Propaganda: os líderes fascistas usavam os meios de comunicação (rádios, cinema, revistas e jornais) para divulgarem suas ideologias.

– Antissocialíssimo: os fascistas eram totalmente contrários ao sistema socialista. Defendiam amplamente o capitalismo, tanto que obtiveram apoio político e financeiro de banqueiros, ricos comerciantes e industriais alemães e italianos.

 

Nazismo

naz

O Partido Nazista foi fundado em 1919, tendo como chefe nada menos do que, Adolf Hitler, austríaco que lutara no exército alemão. No mesmo ano, foi votada a nova Constituição da Alemanha. Tal constituição Estabelecia uma federação de 23 Estados, que passavam a ter uma Constituição democrática, enviando seus delegados a uma Assembléia Nacional.

A Suástica ou Cruz Gamada, é um dos símbolos mais antigo e difundido no mundo por várias civilizações. No Nazismo, o símbolo tinha o significado de Força, Liderança, Equilíbrio e o mais importante, Renovação para a Alemanha.

O Reichrast Hendenburg foi eleito presidente em 1925, em substituição a Ebert, falecido. A recuperação da Alemanha era bastante frágil. A crise econômica mundial de 1929 demonstrando esse fato, pois permitiria a ascensão ao poder do líder do Partido Nazista, Adolf Hitler. Ele se utilizou do descontentamento dos alemães com o governo para obter cada vez mais adeptos. O Partido Nazista imitou o Partido Fascista: tinha tropas de choque e empregava métodos violentos contra socialistas, comunistas e judeus, além de perseguir sindicatos e jornais.

Em 1923, a França invadiu o centro industrial da Alemanha. Para forçar sua retirada, o governo alemão incentivou a greve na região e passou a pagar parte dos salários, aumentando a inflação. O desespero mediante ao caos que se instalava aumentou o número de adeptos do Partido Nazista. Hitler iniciou então uma revolução em Munique, mas fracassou, e ficou preso por alguns meses. Ele afirmava que os lemas eram superiores em termos raciais, e que o nazismo deveria conduzir o mundo.

Pregava a necessidade de se manter a pureza da raça ariana, eliminando de se manter a pureza da raça ariana, eliminando os judeus da Alemanha. Os judeus eram acusados de capitalistas, que enfraqueciam a Alemanha.

Quando Hitler chegou a poder, utilizou-se de suas tropas de choque para se livrar de adversários políticos. E em 1932 elegeu 230 deputados de seu partido. Em 1934, morreu o presidente alemão. Hitler, que assumiria em 1933 como primeiro-ministro, impôs uma ditadura violenta.

Pessoas de destaque da oposição foram enviadas para campos de concentração. Todos os estados ficaram centralizados pelas ordens de Hitler. Os judeus perderam a cidadania e passaram a ser perseguidos. Todos eram obrigados a exercer a doutrina nazista.

Tal período de extrema hegemonia e de totalitarismo por parte do Estado, e tremenda crueldade do Partida Nazista com os judeus, por pregar uma “raça superior” ficou conhecido como Nazismo.

 

Principais características e ideias do nazismo

O regime Nazista era semelhante ao regime Fascista, mas no nazismo, o racismo era muito mais acentuado.

O item acima é explicado a um fundamento racista: superioridade da chamada “raça ariana”

Este regime caracterizava-se principalmente pelo Totalitarismo e Racismo

 

Fonte:

http://www.suapesquisa.com

http://www.linkatual.com

Guerra da Secessão (1861 – 1865)

Introdução:

 

A Guerra de Secessão que é também chamada de Guerra Civil Americana, foi um conflito militar que ocorreu entre estados do norte e estados do sul dos nos Estados Unidos, entre os anos de 1861 e 1865 e que foi determinante para o destino do país.

 

Causas:

 

No decorrer do século XIX, as regiões norte e sul do país assumiram características diferenciadas. Os estados do sul tinham uma economia baseada no latifúndio escravista e na produção, principalmente de algodão, voltada para a exportação. Enquanto isso, os estados do norte defendiam a abolição da escravidão e possuíam suas economias baseadas na indústria. Esta diferença de interesses se tornou tamanha que levou a um conflito direto entre as regiões. De forma geral, a demanda política dessas duas regiões da economia estadunidense criou um campo de tensões onde o favorecimento de uma significava a ruína da outra

O norte dos Estados Unidos recebeu um grande número de imigrantes que se tornou mão-de-obra para os empreendimentos industriais que vinham se expandindo. Logo os investimentos se transformaram em uma grande industrialização que resultaram em um enorme crescimento econômico da região norte. O poderio obtido pela burguesia industrial naturalmente se converteu em representatividade política e disputa por interesses. Por outro lado, a região sul dos Estados Unidos desenvolvia um sistema tradicional de produção baseada em grandes propriedades e, sobretudo, na utilização de mão-de-obra escrava. Assim, os interesses da burguesia industrial do norte do país entraram em choque com os interesses da aristocracia agrária do sul do país, convertendo-se em grandes tensões políticas e sociais.

 

A Guerra:

O ambiente ficou mais acirrado nos Estados Unidos quando, em 1861, Abraham Lincoln venceu as eleições presidenciais. O novo presidente era um republicano contrário à escravidão ainda praticada no sul do país. Naquela época, os Estados Unidos eram formados por 24 estados, dos quais 15 adotavam a escravidão como prática legal. Em função da clara diferença de interesses entre os grupos, onze estados defensores da escravidão como elemento dos meios de produção uniram-se e declararam-se independentes do restante do país. A secessão criou um novo país com o nome de Estados Confederados da América. Mais do que nunca, estava declarada a divergência entre as regiões e evidente a fragmentação do país. No dia 12 de abril de 1861, forças armadas representantes dos estados confederados do sul que haviam fundado um novo país atacaram o Fort Sumter, posto militar dos estados do norte, na Carolina do Sul. Seria o estopim para o início efetivo de uma guerra.

A Guerra de Secessão colocou em conflito armado os onze estados confederados do sul do país contra os estados do norte. Os sulistas defendiam interesses aristocráticos, latifundiários e escravistas, práticas que determinavam a economia e o modo de produção da região. Por outro lado, os habitantes do norte do país já haviam desenvolvido significativa capacidade industrial e, em geral, descartavam o uso da mão-de-obra escrava como opção correta para o crescimento econômico. Estas diferenças seriam fundamentais para se determinar o progresso econômico do país e as causas da guerra. A região norte estava interessada em expandir o mercado interno e implementar barreiras protecionistas para que seus produtos tivessem vasão e a industrialização continuasse em crescimento. Já o sul acompanhava o modelo semelhante ao desenvolvido no Brasil, defendendo a abertura para as agro-exportações em uma produção sedimentada no trabalho escravo de negros africanos.

A Guerra de Secessão durou até o dia 28 de junho de 1865, quando tropas remanescentes dos estados confederados do sul assinaram a rendição. Foi o conflito que mais mortes causou entre os estadunidenses, matando aproximadamente 970 mil pessoas. O resultado da guerra foi a demonstração do poder dos estados do norte, que já eram mais desenvolvidos do que os estados do sul. Ao fim do conflito, com os interesses da região sul derrotados, os Estados Unidos aboliram por completo a escravidão no país e assumiram uma postura econômica na linha dos interesses do norte, guiada para o desenvolvimento industrial e expansão do mercado interno. Elementos que permitiram o enorme desenvolvimento tecnológico e econômico do pais e criaria as condições necessárias para que os Estados Unidos assumissem posição de destaque no mundo na época da Primeira Guerra Mundial.

Consequências:

1) A escravidão foi abolida, atendendo aos interesses dos estados do norte. Apesar disso, os negros não tiveram nenhum programa governamental que lhes garantissem a integração social. Após a liberdade, foram marginalizados pela sociedade.

2) A região sul foi ocupada militarmente até o ano de 1877.

3) O processo de industrialização do norte intensificou-se ainda mais, gerando mais riqueza na região. Por outro lado, o sul passou por uma crise, perdendo influência política.

 

Fontes:

http://www.infoescola.com/

http://www.suapesquisa.com/

http://www.brasilescola.com/

O que você sempre quis saber mas tinha vergonha de perguntar…

Respostas simples para perguntas complicadas:

Por que o céu é azul?

Porque quando a luz do Sol passa através da atmosfera terrestre, é dividida em sete cores, eis que surge um arco-íris de cores. A atmosfera faz o papel de um o prisma, atuando sobre os raios solares que colidem com as moléculas de ar, água e poeira e são responsáveis pela dispersão do comprimento de onda da luz. Neste momento, a luz solar é “espalhada” em várias direções e com várias tonalidades de cor, cada uma com um comprimento de onda específico, no entanto, a onda que possui o comprimento da cor azul é bem mais definida e eficiente do que as outras.

Por que as estrelas brilham?

De forma simples, elas são gigantescos fornos de fusão nuclear, e produzem hélio, luz e calor.; ou seja, a estrelas são sois que ardem como o nosso e que, como ele, produzem calor e luz.

Podemos ver o Sol de todos os continentes da Terra?

Sim. O Sol vê-se de todos os continentes, mas não no mesmo momento. A Terra ao mesmo tempo que gira como um pião, roda também em redor do Sol. Cada continente tem a sua vez de, na devida altura, mergulhar na noite.

Por que a Lua não é vista sempre redonda?

Porque ela gira em torno da terra, fazendo com que sua forma pareça mudar. Conforme a lua gira, uma maior ou menor parte da sua superfície é iluminada pelo Sol. Quando se vê a Lua é porque está iluminada pela luz do Sol. Mas às vezes o Sol, conforme o seu no céu apenas ilumina uma parte da Lua. O resto fica na simbra dando a impressão de que a Lua não é redonda.

Por que o mar é salgado?

Devido ao ciclo da água, depois de evaporar, ela corre pela superfície do planeta, carregando elementos químicos (íons ). Esses íons se soltam das rochas nos leitos dos rios e se unem formando o cloreto de sódio, o sal de cozinha, que é levado junto com a água dos rios até o mar Como o sal não evapora com a água, toda essa substância carregada pelos rios do planeta vai se acumulando nos mares.

Por que são sete os dias da semana?

A Lua gira em torno da Terra mais ou menos vinte e oito dias, e durante esse período de tempo ela apresenta quatro aspectos diferentes: Lua Nova, Quarto Crescente, Lua Cheia e Quarto Minguante, dessa forma cada mês lunar é dividido em vários ciclos que nos permitem ver a Lua da sua forma mais minguante à mais cheia. As fases da Lua não duram exatamente uma semana e é por isso que, por volta do século 6 a.C., alguns povos (babilônicos e judeus) costumavam ter um calendário com três semanas de sete dias e uma semana de oito ou nove dias, para sincronizar exatamente os dias da semana com as fases da Lua. Qaundo dividimos os vinte e oito dias do mês lunar por quatro, obtêm-se sete dias… ou uma semana.

Por que ocorrem as marés?

As marés na Terra constituem um fenômeno resultante da atração gravitacional exercida pela Lua sobre a Terra e, em menor escala, da atração gravitacional exercida pelo Sol sobre a Terra. Ou seja, quando o Sol ou a Lua estão por cima do mar, atraem a água para eles fazendo-o subir. Mas, como a Terra gira, o mar, quando os astro já não estão por cima dele volta a descer… e a maré fica baixa.

 

Fontes:

http://www.vocesabia.net/ciencia/curiosidades-sobre-o-universo/

http://www.sofisica.com.br

http://www.megacurioso.com.br

http://www.brasilescola.com

 

 

 

 

Qual é o correto: Inglaterra, Grã-Bretanha ou Reino Unido?

ILHAS BRITÂNICAS

É um arquipélago formado por cerca de 5 mil ilhas. As duas maiores são a Grã-Bretanha e a ilha da Irlanda – onde ficam dois países, a Irlanda do Norte (membro do Reino Unido) e a República da Irlanda, também chamada de Eire (um Estado independente). Além das duas “grandalhonas”, fazem parte desse arquipélago milhares de ilhas menores, como as Órcades, Shetland, Hébridas, Man e ilhas do Canal (como Jersey).

REINO UNIDO

É um Estado formado por quatro países: Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. A chefe de Estado é a rainha Elizabeth II e o de governo um primeiro-ministro, eleito por um Parlamento central, em Londres. Nas grandes questões de governo, como política econômica, quem manda é esse Parlamento. Mas Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte também têm assembléias nacionais, com certa autonomia para tratar de questões mais locais, como saúde.

BRETANHA

O nome deriva da grande ilha onde fica a Inglaterra, mas, quando alguém menciona apenas “Bretanha”, está se referindo não a um território inglês, mas a uma região na França. A província da Bretanha é a maior área costeira francesa e tem como capital a cidade de Rennes. Por volta do século 6, essa região foi invadida por habitantes da atual Grã-Bretanha, os bretões, dando origem ao nome em comum.

GRÃ-BRETANHA

É o nome da grande ilha onde ficam três países: Inglaterra, País de Gales e Escócia. Com quase 230 mil km2 de área, ela tem perto de 1000 km de comprimento de norte a sul e pouco menos de 500 km de leste a oeste. O termo “Grã-Bretanha” muitas vezes é usado como sinônimo de “Reino Unido” – o que não é inteiramente correto, pois um dos países que formam o Reino Unido não fica nessa ilha.

INGLATERRA

É um país que tem como capital a cidade de Londres. Ao longo da história, a Inglaterra conseguiu se impor politicamente sobre alguns países vizinhos e passou a controlar um Estado batizado de Reino Unido (veja a seguir). No século 19, com a Inglaterra à frente, o Império Britânico se tornou um dos maiores da história, com uma extensão territorial equivalente a um quarto do planeta!

Fontes:

mundoestranho.abril.com.br

blogdaadrie.wordpress.com

descomplica.com.br

Recordes na Geografia Mundial

Recordes no Planeta Terra

 

1. A maior cordilheira

Cordilheira dos Andes, na América do Sul, com 8 mil quilômetros.

2. A maior ilha


Groenlândia, com 2.175.600 km².

3. A montanha mais alta


Mauna Kea, no Havaí, tem 10.203 metros a partir do fundo do oceano Pacífico. Se for considerado apenas o pedaço que fica acima do nível do mar, a montanha conta com 4.205 metros.

4. O lago mais alto


O mais alto lago navegável é o Titicaca, no Peru, 3.811 metros acima do nível do mar.

5. O lago mais profundo


Lago Baikal, Rússia, com 1.620 metros.

6. O maior golfo


Golfo do México, com 1.502.200 km².

7. O maior lago


Mar Cáspio, entre Rússia e Irã, com 372.000 km² e 980 metros de profundidade. É o tamanho do Japão.

8. O maior rio em extensão

Amazonas, com 7.025 quilômetros.

9. A maior sombra

A figueira-de-bengala, árvore indiana, é o maior guarda-sol natural do mundo. Em sua sombra, podem se acomodar 20 ml pessoas.

10. A caverna mais profunda


Caverna Krubera, na República de Abkhazia. Em 2001, exploradores demoraram duas semanas para conseguir chegar aos 2.191 metros de profundidade.

Fonte: www.guiadoscuriosos.com.br

Socialismo X Capitalismo

Socialismo X Capitalismo

Fonte: http://www.algosobre.com.br/geografia/capitalismo-x-socialismo.html 

1 – As relações de trabalho na Idade Moderna e Contemporânea: a formação do capitalismo
– A Idade Moderna, de 1453 a 1789, e a formação do capitalismo comercial

No século XV, o comércio já era a principal atividade econômica da Europa. Os comerciantes, ou a classe burguesa, já tinham acumulado grandes capitais realizando o comércio com a África e a Ásia, através do mar Mediterrâneo. O capital torna-se a principal fonte de riqueza, substituindo a terra, do período feudal. De que forma o capital podia ser acumulado ou obtido?

 

  • por meio da ampliação cada vez maior do comércio;
  • por meio da exploração do ouro e da prata.

A expansão do comércio gerou a necessidade de se aumentar a produção, principalmente o artesanal. Os artesãos mais ricos começaram a comprar as oficinas dos artesão mais pobres. Estes transformaram-se, então, em trabalhadores assalariados, e o número de empregados nas oficinas foi aumentando.A fase de acumulação do capital por meio do lucro obtido com o comércio e, ainda, por meio da exploração do trabalho do homem, seja o assalariado ou o escravo, recebe o nome de capitalismo comercial. Nesta fase do capitalismo, nos séculos XV e XVI, ocorreu a expansão marítimo-comercial. A expansão marítima européia fez ressurgir o colonialismo.

 

2 – A Idade Contemporânea, de 1789 até os dias atuais: a formação do capitalismo em sua forma moderna – o capitalismo industrial – e as relações de trabalho
As características do sistema capitalista

Este sistema caracteriza em linhas gerais:

Socialismo
A preocupação com as injustiças sociais já existia desde a Antiguidade
Desde a Antigüidade algumas pessoas, preocupadas com a vida em sociedade, pensavam em modificar a organização social e assim melhorar as relações entre os homens. Na Idade Moderna também houve essa preocupação. Um inglês de nome Thomas More escreveu um livro chamado Utopia, onde mostrou como imaginava a sociedade de uma forma menos injusta.

Entretanto, com as grandes desigualdades sociais criadas pela Revolução Industrial, as idéias de reformar a sociedade ganharam mais força. Foi assim que surgiram pensadores como Saint-Simon, Charles Fourier, Pierre Proudhon, Karl Marx, Friedrich Engels e outros. Estes pensadores ficaram conhecidos como socialistas.

Essas idéias socialistas espalharam-se pela Europa e depois por todo mundo; e não ficaram somente na teoria. é o caso da Revolução Socialista de 1917, na Rússia, onde a população colocou em prática as idéias socialistas.
As características do socialismo e a sua propagação pelo mundo

3 – A competição pela liderança do mundo: EUA e URSS – capitalismo versus socialismo
a – A manutenção e a expansão de áreas de influência capitalista e socialista pelos Estados Unidos e União Soviética – capitalismo versus socialismo 

Terminada a Segunda Guerra Mundial, em 1945, os Estados Unidos consolidaram sua oposição de superpotência capitalista, e a União Soviética, que tinha implantado o socialismo em 1917, surgia como nação forte e respeitada por todas as demais. De um lado, os Estados Unidos procuravam manter sua liderança sobre vastas áreas do mundo; de outro, a União Soviética auxilia na expansão do socialismo. Terminada a guerra, muitos países do leste europeu alteraram a sua organização econômica, política e social de base capitalista e se tornaram socialistas:

  • a Iugoslávia tornou-se socialista em 1945;
  • a Albânia e a Bulgária, em 1946;
  • a Polônia e a Romênia, em 1947;
  • a Checoslováquia, em 1948;
  • a Hungria, em 1949;
  • a República Democrática Alemã Oriental, em 1949

Também na ásia, alguns países optaram pelo socialismo:

  • o Vietnã do Norte, em 1945;
  • a Coréia do Norte, em 1948;
  • a China, em 1949;
  • o Tibet, em 1950, como província da China e, depois, em 1953, independente.

Outros países optaram pelo socialismo nos anos 60, 70 e 80. No pós-guerra intensificaram-se as disputas entre Estado Unidos e União Soviética pela liderança do mundo. Cada uma das superpotências procurou consolidar sua liderança sobre outros países e ampliar sua área de influência.A Europa ocidental, por exemplo, estava arrasada em virtude da guerra, pois servira como campo de batalha. Muitas de suas cidades, indústrias e meios de transporte estavam destruídos, e grande parte da sua população encontrava-se desempregada. Diante disso, os Estados Unidos, com receio do avanço do socialismo sobre os países da Europa ocidental e temendo perdê-los de sua área de influência, elaboraram um plano de ajuda econômica para que esses países pudessem recuperar sua economia. Este plano foi aprovado em 1948 e recebeu o nome de Plano Marshall, em homenagem ao Secretário de Estado norte-americano, general Marshall.

Em que consistia o Plano Marshall?

  • Permitia aos países da Europa Ocidental importarem produtos norte-americanos a preços baixos;
  • Abria créditos para os países europeus comprarem equipamentos pesados dos Estados Unidos;
  • Fornecia empréstimos.

Os Estados Unidos explicaram que ofereciam este plano porque seria impossível a estabilidade política e a paz enquanto a Europa não tivesse a sua economia recuperada. Entretanto, a ajuda economia dos EUA, por meio do Plano Marshall, tinha pelo menos dois objetivos: manter o sistema capitalista nos países da Europa ocidental e assegurar essa área de influência, impedindo, assim, a penetração do socialismo; garantir o mercado consumidor para seus produtos e investimentos. Os próprios industriais e comerciantes norte-americanos apoiaram o Plano Marshall, pois eles mesmos afirmavam: “Não se pode realizar negócios num mundo de pobres”. Assim, eles tinham interesses na recuperação econômica dos países europeus arrasados pela guerra. Os países europeus que mais receberam ajuda dos Estados Unidos por meio do Plano Marshall foram: Reino Unido, França, Alemanha e Itália. No Japão, os Estados Unidos também intervieram, militar e economicamente, a partir de 1945. Após o lançamento das bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki, o Japão rendeu-se às tropas norte-americanas. Após a rendição japonesa, os EUA continuaram ocupando o Japão e aplicaram vultosas somas de dinheiro para recuperar a economia japonesa e, assim, assegurar sua presença nessa porção do globo.

 

b – A Guerra Fria, a OTAN e o Pacto de Varsóvia – o confronto entre as superpotências

A disputa pela hegemonia internacional entre os Estados Unidos e a União Soviética, logo após a Segunda Guerra Mundial, gerou a Guerra Fria.

Características de países subdesenvolvidos e desenvolvidos
 

Países subdesenvolvidos

 

 

  • alta taxa de analfabetismo e deficiente nível de instrução
  • baixa renda per capita
  • baixo consumo de energia mecânica
  • predominância da população economicamente ativa no setor primário (agricultura)
  • baixo nível alimentar (existência da fome)
  • dependência econômica
  • elevadas taxas de natalidade
  • grande crescimento populacional
  • elevada taxa de mortalidade infantil
  • baixo nível de industrialização
  • emprego de técnicas atrasadas

 

 

Países desenvolvidos

 

  • baixa taxa de analfabetismo
  • elevada renda per capita
  • elevado consumo de energia mecânica
  • predominância da população economicamente ativa no setor secundário (indústria) e no terciário (serviços)
  • elevado nível alimentar
  • dominação econômica
  • baixas taxas de mortalidade infantil
  • predomínio de produtos industrializados nas exportações
  • elevado nível de industrialização
  • controle da ciência e da tecnologia
  • elevada esperança de vida

 

Fonte: http://netopedia.tripod.com/historia/socxcap.htm

A Guerra Fria deve ser entendida como uma disputa entre duas superpotências. Contudo, foi uma disputa não declarada. Cada uma das nações procurava ampliar suas áreas de influência sobre o mundo, Foi também uma disputa ideológica, isto é, em que se defrontavam os dois tipos de organização econômica, política e social: o capitalismo e o socialismo.

A grande disputa teve início a partir de uma declaração de Truman, presidente dos Estados Unidos, em 1947: O presidente declarou que iria fornecer ajuda militar ao governo grego na luta contra as guerrilhas socialistas e que iria, desse modo, procurar conter o avanço da influência socialista.

Estabeleceu-se, a partir desse momento, um clima de competição, de guerra fria, entre as duas superpotências. Estas que rivalizaram-se em poder militar e econômico, procurando ultrapassar um ao outro.

Os Estados Unidos combatiam o avanço do socialismo. A União Soviética procurava dificultar a expansão americana na formação de áreas de influências, além de difundir o socialismo. A União Soviética, em 1949, já possuía a bomba atômica.

Posteriormente, as superpotências passaram a dispor da bomba de hidrogênio. Sabiam que numa guerra nuclear não haveria vencidos nem vencedores. Essa realidade criou um novo equilíbrio, o equilíbrio de terror.

Em 1956 os Estados Unidos reconheceram as áreas de influência da União Soviética, fato que marcou o declínio da Guerra Fria. Contudo, não terminaram as disputas entre as duas superpotências.

Foi nesse ambiente tenso que ocorreu a Guerra da Coréia (1950-1953) e a Revolução Chinesa (1949). Mas foi também neste período que surgiram tratados militares e econômicos entre os blocos capitalista e socialista. Esses tratados, principalmente os militares, tinham como objetivo fortalecer as ameaças que cada um dos blocos representava para o outro.

Os Estados Unidos, os países capitalistas da Europa e o Canadá formaram a OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte, em 1949, na cidade de Washington, Estados Unidos: Seu objetivo pode ser resumido da seguinte maneira: defesa coletiva das liberdades democráticas por meio de uma estreita colaboração política e econômica entre os países-membros. A OTAN propõe a defesa e o auxílio mútuos, em caso de ataque a um dos seus países membros.

Assim, os diversos países integrantes formaram uma força militar. Para tanto, forneceram tropas militares e armamentos sob a chefia de um comando unificado, com sede na Bélgica.

A OTAN é uma organização que possui armamentos sofisticados, incluindo armas atômicas e mísseis.

Enquanto os países do bloco capitalista fundaram a OTAN, os países do bloco socialista, liderados pela União Soviética, organizaram o Pacto de Varsóvia.

O Pacto de Varsóvia – Tratado de Assistência Mútua da Europa Ocidental – foi firmado em 1955, em pleno ambiente da Guerra Fria. Assinado pelos países socialistas da Europa oriental, seus objetivos são semelhante aos da OTAN: ajuda militar em caso de agressões aramadas na Europa; consultas sobre problemas de segurança e colaboração política. Vê-se, então, que o Pacto de Varsóvia é uma aliança militar. Compõe-se de tropas dos países-membros e tem sede em Moscou.

Tanto a OTAN quanto o Pacto de Varsóvia constituem, portanto, alianças militares que se opõem. São resultado da disputa entre as duas superpotências e seus aliados pela preservação de seus interesses no mundo. O mundo pós-guerra formou um sistema de dependência no qual as duas superpotências tornaram-se os países centrais.

 

Até 1917 a Rússia era um país feudal e capitalista. O povo não participava da vida política e vivia em condições miseráveis. Esta situação fez com que a população, apoiada nas idéias socialistas, principalmente nas de Marx, derrubasse o governo do czar Nicolau II e organizasse uma nova sociedade oposta à capitalista – a socialista. A Rússia foi o primeiro país a se tornar socialista e, posteriormente, passou a se chamar União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).

Em linhas gerais, podemos caracterizar o socialismo como um sistema onde:

  • não existe propriedade privada ou particular dos meios de produção;
  • a economia é controlada pelo Estado com o objetivo de promover uma distribuição justa da riqueza entre todas as pessoas da sociedade;
  • o trabalho é pago segundo a quantidade e qualidade do mesmo.

Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), outros países se tornaram socialistas, como, por exemplo. A Iugoslávia, a Polônia, a China, o Vietnã, a Coréia do Norte e Cuba. Entretanto, este novo sistema colocado em prática nesses países, principalmente na União Soviética, apresenta vários problemas:

  • falta de participação do povo nas decisões governamentais;
  • falta de liberdade de pensamento e expressão;
  • formação de um grupo político altamente privilegiado.

A teoria econômica elaborada por Karl Marx, Friedrich Engels e outros pensadores foi interpretada de várias formas, dando origem a diferenças entre os socialismos implantados.

  • pela propriedade privada ou particular dos meios de produção;
  • pelo trabalho assalariado;
  • pelo predomínio da livre iniciativa sobre a planificação estatal.

A interferência do Estado nos negócios é pequena. Diante do que foi exposto, percebe-se que a sociedade capitalista divide-se em duas classes sociais: a que possui os meios de produção, denominada burguesia;
a que possui apenas a sua força de trabalho, denominada proletariado.

Até o século XVIII, o comércio era a principal atividade econômica da Europa, proporcionando grandes lucros à burguesia comercial. Nesta época começaram a surgir novas técnicas de produção de mercadorias. Como exemplo podemos citar a invenção da máquina a vapor, do tear mecânico e, conseqüentemente, dos lucros da burguesia. Surge, deste modo, um novo grupo econômico, muito mais forte que a burguesia comercial. Cabia a burguesia industrial a maior parte dos lucros, enquanto a grande maioria dos homens continuava pobre, Uns continuaram trabalhando a terra arrendada, outros tornaram-se operários assalariados. Essa situação histórica é conhecida como Revolução Industrial.

O primeiro país a realizar a Revolução Industrial foi a Inglaterra, em 1750. Posteriormente, já no século XIX, outros países realizaram a Revolução Industrial: França, Alemanha, Bélgica, Itália, Rússia, Estados Unidos e Japão.

O capitalismo industrial, firmando-se como novo modo de vida, fez com que o trabalho assalariado se tornasse generalizado. O homem passou, assim, a comprar o trabalho de outro homem por meio de salário. A Revolução Industrial tornou mais intensa a competição entre os países industriais, para obter matérias-primas, produzir e vender seus produtos no mundo, fazendo surgir um novo colonialismo no século XIX – o imperialismo. As potências industriais européias invadiram e ocuparam grades áreas dos continentes africano e asiático. Fundaram colônias e exploraram as populações nativas, pagando baixos salários pelo seu trabalho. Além de fornecer matérias-primas para as indústrias européias, as colônias eram também grandes mercados consumidores de produtos industriais. Os países americanos, apesar de independentes de suas metrópoles européias – Portugal, Espanha e Inglaterra –, não escaparam dessa dominação colonial, principalmente da Inglaterra.

Os países latino-americanos, inclusive o Brasil, continuaram como simples vendedores de matérias-primas e aliamentos para as indústrias européias e como compradores dos produtos industriais europeus.

A Revolução Industrial levou a um aumento da produção, dos lucros e, também, da exploração do trabalho humano. O trabalhador foi submetido a longas jornadas de trabalho, 14 horas ou mais, recebendo baixos salários. Não eram somente adultos que se transformavam em operários: crianças de apenas seis anos empregavam-se nas fábricas, executando tarefas por um salário menor que o do adulto. Essa situação levou os trabalhadores a se revoltarem. Inicialmente eram revoltas isoladas, mas, depois, os operários se organizaram em sindicatos, para lutar por seus interesses. E os trabalhadores descobriram uma arma para lutar contra a exploração de sua força de trabalho – a greve.

A atual fase do capitalismo recebe o nome de capitalismo financeiro. A atividade bancária, ou seja, empréstimos de dinheiro a juros, predomina. Todas as outras atividades dependem dos empréstimos bancários. A moeda tornou-se a principal “mercadoria” do sistema.

 

Japão – Resumo Geral

JAPÃO

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Área: 372.819 km²

Capital: Tóquio

População: 127,9 milhões (estimativa 2011)

Moeda do Japão: iene

Japão é um arquipélago no Pacífico, separado da costa leste da Ásia (China e Coreias) pelo Mar do Japão, ao sul pelo Mar da China Oriental (China e Taiwan) e ao norte pelo Mar de Okhotsk, em direção da Rússia, possuindo uma área total de 377.835 km². Sua superfície está intensamente fragmentada, com seu território distribuído por mais de 6.000 ilhas, sendo as quatro principais Hokkaido, a mais setentrional e fria, Honshu, a maior e mais populosa, Shikoku, a menor e menos populosa, e finalmente Kyushu, mais ao sul.

relevo do país é formado fundamentalmente por montanhas, constituído por uma secção da era Cenozoica – relativamente recente, com menos de 65 milhões de anos – no nordeste e uma secção originada entre as eras Mesozoica e Paleozoica no sudeste, o que explica a carência de recursos minerais. A presença de minerais metálicos como ferro, ouro, manganês, entre outros, está condicionada a formações geológicas antigas, com pelo menos 2 bilhões de anos. Tal fator natural exigiu do Japão a conquista de porções da Manchúria chinesa e da Península da Coreia para sustentar o crescimento industrial japonês entre o final do século XIX e o início do século XX.

Ainda com relação às questões relacionadas ao relevo, o país está localizado próximo ao contato entre quatro placas tectônicas (Placa das Filipinas, Placa do Pacífico, Placa Euroasiática e Placa Norte-Americana). A maior parte do Japão está situada em cima da Placa Okhotsk, que por muito tempo foi considerada parte integrante da placa Norte-Americana. Além da formação de cadeias montanhosas, essa localização torna o Japão um país com altos níveis de instabilidade tectônica, com a presença devulcanismo ativo, fazendo parte de uma zona conhecida como Círculo de Fogo do Pacífico, que concentra os maiores vulcões em atividade do planeta.

Outra consequência dessa localização é a vulnerabilidade a abalos sísmicos e tsunamis, nas mais diversas intensidades. Mesmo com estudos fundamentados em séculos de observação e alto nível de pesquisas geológicas, é praticamente impossível prever um grande terremoto com uma antecedência que permita a evacuação preventiva das áreas. Os danos provocados pelos terremotos de grande magnitude são igualmente imprevisíveis, como o tremor de 8,9° na escala Richter ocorrido no dia 11 de março 2011 que desencadeou um tsunami com cerca de 10 metros de altura, que entre tantos estragos causou o acidente na usina nuclear de Fukushima.

Como quase 80% do relevo japonês é formado por montanhas, as planícies litorâneas concentram a maioria da população, promovendo a potencialização dos recursos com a utilização de técnicas como a polderização, principalmente para aumentar as restritas terras agrícolas. Em função da grande quantidade de áreas montanhosas, os rios japoneses são pouco extensos, mas intensamente aproveitados, principalmente para a geração de energia e irrigação.

Clima e Vegetação

O clima japonês apresenta uma clara diferenciação entre as estações e sofre a influência de massas de ar frias vindas da Sibéria no inverno, bem como de massas de ar quentes do Pacíficono verão. Os tufões são comuns entre o fim do verão e o início do outono. O país pode ser dividido em quatro regiões climáticas: a de Hokkaido, de clima subártico, a da costa do Pacífico,temperado, a da costa do Mar do Japão, mais chuvoso, e o da região sudoeste, subtropical.

As diferenças entre as estações do ano mostram-se da seguinte maneira: o inverno, que vai de Dezembro a Fevereiro, é seco e tem regularmente Sol. Enquanto o Centro e principalmente o Norte do Japão são frios, o Sul tem o tempo mais agradável, e a temperatura vai raramente abaixo dos 0 °C. A primavera, que vai de março a maio, é quando deixa de nevar, sendo que todas as paisagens ficam floridas. O verão começa com três a quatro semanas de chuva, sendo este período importante para os agricultores. Depois deste período, o tempo torna-se extremamente quente. O outono é muito fresco, com uma ligeira brisa e uma temperatura mais fresca depois do Verão.

Em virtude das variações climáticas e da presença de diferentes altitudes, podemos afirmar que o Japão possui uma variedade em seus aspectos de flora e fauna, mas como o Japão é um país altamente urbanizado, com grande concentração populacional, a vegetação nativa do país ocorre em áreas bastante restritas. Em algumas localidades, a atividade agrícola acaba se confundindo com as paisagens naturais. Na ilha Kyushu, a presença das monções de verão e da corrente quente Kuro Shivo contribui para a formação de maior biodiversidade. Existem remanescentes de floresta subtropical ao sul e de floresta decídua na porção central. Nos trechos localizados mais ao norte do país ocorrem as coníferas.

População e Economia

 

Composição da população: japoneses 98,5%, coreanos 0,5% , chineses 0,4% outros 0,6% (dados de 2004)

Idiomas: japonês (oficial)

Religião: xintoísmo (83,9%), budismo (71,4%), cristianismo (2%), outras (7,8%) –

* o total excede 100% porque muitos japoneses seguem o xintoísmo e o budismo. (ano de 2005)

Densidade demográfica: 337 hab./km2

Crescimento demográfico: 0,2% ao ano (1995 a 2000).

Taxa de analfabetismo: 1%

IDH: 0,890 (pnud 2013) – desenvolvimento humano muito alto

Economia do japão:

PIB: us$ 4,52 trilhões (estimativa 2012)

PIB per capita (renda per capita): us$ 36.200 (estimativa 2012)

Produtos agrícolas:  arroz, batata, repolho, beterraba, frutas cítricas.

Pecuária: bovinos, suínos, aves

Mineração: calcário, enxofre, asfalto natural.

Indústria japonesa: máquinas, equipamentos de transporte, produtos eletroeletrônicos, siderúrgica (aço e ferro).

 

Mais de 95% da população japonesa tem origem no arquipélago. Os japoneses são descendentes de povos jomon, yayoi e ainus que se estabeleceram no arquipélago nipônico durante milhares de anos. Os Jomons foram os primeiros a desenvolver civilização no arquipélago, o povo nômade Yayoi se estabeleceu na região Central do Japão, e os Ainus ao Norte do país. O restante da população do Japão é composta por imigrantes de origem coreana, chinesa e brasileira, entre outros.

A população do Japão é estimada em 127,4 milhões de pessoas. Em geral, ela é bastante homogênea, sendo quase toda composta por japoneses, as minorias são os ainus, um povo indígena nativo do país, e os estrangeiros que vão ao país por turismo ou em busca de emprego.

A expectativa média de vida no país é uma das mais elevadas do mundo, 81,25 anos, mas essa população está rapidamente envelhecendo como resultado do grande número de nascimentos posterior à Segunda Guerra Mundial seguido por uma queda na taxa de natalidade no final do século XX. Assim, em 2004, cerca de 19,5% da população tinha mais de 65 anos.

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Economia Japonesa no Pós 2ª Guerra Mundial

O “milagre japonês” se refere a recuperação fenomenal econômico do Japão após a devastação da Segunda Guerra Mundial. Dentro de poucas décadas de sua capitulação, o Japão se juntou à comunidade das nações prósperas. Em termos económicos, a recuperação da nação foi milagrosa, de fato.

Uma pergunta freqüente é: quanto do milagre pode ser atribuída à ocupação americana após a guerra? A resposta é um pouco complexo. A ocupação foi estabelecer as condições fundamentais da democracia constitucional e estabilidade sobre a qual os japoneses podem construir uma economia em tempos de paz bem-sucedido. Além disso, as autoridades de ocupação a certeza que a Constituição do pós-guerra do Japão, incluiu uma “cláusula de paz” que proibia a nação de desenvolver os meios para travar a guerra no futuro. Os militares dos EUA posteriormente disponibilizado um guarda de segurança para o Japão, que existe até hoje. Com o país protegida pelos militares dos EUA, desarmamento constitucional Japão impedido um orçamento de defesa importante do pós-guerra. Isso liberava recursos adicionais para o uso em mais investimentos produtivos.

Há, no entanto, um outro lado da história. Quando o general MacArthur desembarcaram no Japão em 1945, suas instruções de Washington estavam a concentrar-se sobre o desarmamento, e não o desenvolvimento econômico. Na verdade, suas ordens especificamente que os EUA não tinham nenhuma responsabilidade para a reabilitação da economia japonesa. Tanto os Estados Unidos ea Austrália forneceu algumas remessas de alimentos para evitar a fome nos primeiros anos, mas a própria economia era para ser “um problema japonês”.

PNB produtiva do Japão recebeu um impulso de cerca de cinco por cento ao ano por causa do orçamento de defesa do país baixo. (Japão contribuiu com cerca de fundos para a presença dos EUA, eo país também mantém uma pequena Self Defense Force). Mas muitos países pobres receberam o benefício da proteção militar EUA durante os anos da Guerra Fria, e não se tornou milagres económicos. A maior parte do crédito para o milagre japonês, portanto, vai para os próprios japoneses.

A partir do pós-guerra da Pobreza

Em 1946, a produção industrial do Japão foi de cerca de 30% de 1935 níveis. As autoridades de ocupação (eo resto do mundo) prevista no Japão para se concentrar na fabricação de luz: brinquedos simples, componentes eletrônicos, roupas, etc Mas japonês planejadores econômicos ajustam suas vistas superior, preferindo concentrar-se na indústria pesada. futuro econômico do Japão poderia ser encontrado em aço, automóveis e produtos químicos não-brinquedos e sandálias.

A economia pós-guerra, recebeu um jumpstart cedo. Em 1950, rebentou a guerra na península coreana, e economia do Japão beneficiou de contratos militares dos EUA para uma ampla gama de suprimentos. O Japão também se tornou o destino preferido para “descanso e recreio” entre as tropas norte-americanas estacionadas na Coréia do Sul, trazendo ainda mais em dólares. Até o final da guerra, a economia japonesa havia obtido mais de uma inicial “corcunda”. Em 1953, os EUA foram capazes de parar todas as ajudas directas ao Japão.

No ano seguinte, 1954, viu o retorno rendimentos médios para níveis pré-guerra. líderes empresariais japoneses e burocratas agora focada no desenvolvimento de indústrias pesadas do país. Eles fizeram um progresso rápido em toda a década de 1950. Os padrões de vida no final da década eram 25% maiores do que eram no meio da década. Em 1958, um estudo do governo japonês concluiu que a nação tinha “completamente recuperado” da guerra.

Os anos de alto crescimento e do Plano de Ikeda

Em 1960, o primeiro-ministro Hayato Ikeda apresentou o “Plano de Ikeda.” O Plano Ikeda esboçou a ambiciosa meta de dobrar a renda do país em dez anos. Ele detalhou uma série de passos concretos para alcançar esse fim: o investimento em educação e infra-estrutura, foco nas exportações, eo carinho das principais indústrias pesadas. Os economistas fora do Japão elogiou os detalhes do Plano de Ikeda, mas afirmou que nenhuma nação pode dobrar sua renda em apenas dez anos. No entanto, a meta do Plano Ikeda foi atingido em apenas sete anos.

Os anos 1960 foram uma década de forte crescimento, e os benefícios foram mais bem distribuída do que no passado. Considerando somente as cidades tinham prosperado durante os anos 1950, agora as regiões rurais estavam se beneficiando também. Os rendimentos agrícolas saltou como a população ea renda disponível aumentou. Os agricultores não só beneficiou de um rico mercado interno, mas eles também receberam importantes subsídios agrícolas do governo.

O Japão estava se movendo rapidamente de um país essencialmente agrícola para um maior parte industrial. Em 1950, metade da população estava ligada à agricultura. Em meados da década de 1980, o número deverá diminuir para dez por cento. O crescimento econômico da década de 1960 atraiu muitos japoneses rurais a abandonar a fazenda para um trabalho mais lucrativo da cidade.

1964 foi um ano de dois marcos principais. O Japão foi bem recebido na comunidade de “próspero” nações como o país foi convidado a integrar a Organização para a Cooperação Económica e Desenvolvimento. O Japão também recebeu os Jogos Olímpicos de 1964. Em um gesto de simbolismo intencional, os líderes deram dezenove anos de idade, Yoshinori Sakai a honra de acender a chama olímpica na abertura dos Jogos de Tóquio. Sakai tivesse nascido em Hiroshima no dia da bomba atômica foi derrubada.

O período de 1966 a 1970 foi marcado por um crescimento de dois dígitos contínuo na produção econômica e de salários. Japão se tornou um grande exportador de rádios, televisores, carros e eletrônicos de consumo. A produção industrial do Japão era agora maior do que o resto da Ásia combinado.

Elevado Crescimento dá lugar ao Slowdowns

Os anos setenta foram a calmaria antes da tempestade, como a economia japonesa atingiu os patins durante duas crises de energia no final da década. Houve também dificuldades à frente, que seria desencadeada por reavaliações cambiais. No entanto, o Japão era agora um dos mais importantes do mundo dos agentes económicos. Nenhuma nação jamais havia chegado tão longe no curto espaço de 35 anos.

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Cultura

A história desta nação produziu uma cultura que mescla a tradição chinesa e as formas ocidentais desde sua arquitetura à sua gastronomia. Primordialmente, o Japão sofreu influência direta da China, em um processo iniciado há cerca de 1 500 anos. No entanto, o processo de nacionalização cultural acelerou-se durante os últimos 250 anos anteriores ao que o Japão se manteve isolado, até 1868, quando se abriu para o mundo ocidental. Nos últimos séculos foi influenciada pela Europa e pelos Estados Unidos. Através dessas influências, gerou um complexo próprio de artes, técnicas artesanais (bonecas, objectos lacados, cerâmica, bonsai, origamis e outras artes com papel, além do ikebana), espetáculos (bunraku, dança, kabuki, noh, rakugo, shibu, Yosakoi Soran) e tradições (jogos, onsen, sento, cerimónia do chá), além de uma culinária única.

A cultura popular japonesa tornou-se conhecida a partir dos mangás e dos animes. Os mangás surgiram com a união entre a pintura tradicional sobre madeira e a arte Ocidental. A animação e os filmes influenciados pelo mangá são chamados anime. Os consoles feitos no Japão prosperaram desde os anos 1980. Entre seus exemplos tradicionais mais conhecidos estão o sushi na culinária, os bonsais como manifestações culturais, o anime Akira nos desenhos e o videogame PlayStation, atualmente na terceira versão.

 

Educação

 

Sistema Educacional Japonês

O sistema educacional japonês foi reformado após a Segunda Guerra Mundial. O antigo sistema 6-5-3-3 foi alterado para o sistema 6-3-3-4 (6 anos de ensino fundamental, 3 anos de ensino médio, três anos de colegial e 4 anos de universidade), seguindo o sistema americano.

São 5 etapas do jardim de infância até a Universidade:

Youchien (jardim-de-infância): Pode durar de um a três anos;

Shougaku (Ensino fundamental primário): Duração seis anos;

Chuugaku (Ensino fundamental secundário): Duração de três anos;

Koukou (Ensino médio): Duração de 3 anos;

Daigaku (Universidade): Duração média de quatro anos.

Gimukyoiku (escolaridade obrigatória)

O período de tempo do Gimukyoiku é de 9 anos: 6 anos de shougaku (ensino fundamental primário) e 3 anos de chuugaku (ensino fundamental secundário). O ano letivo começa no início de Abril e termina no início de março, com cinco dias semanais (às vezes sábado também) e 210 dias anuais.

A Taxa de alfabetização e de frequência escolar para os nove anos de escolaridade obrigatória é de 99,98%. A média de horas escolares diárias é de 6 horas, exceto para algumas classes do ensino fundamental. Além das aulas normais, muitas crianças ainda frequentam aulas particulares no contra-turno.

Normalmente, no ensino fundamental, um professor ensina todas as disciplinas para cada classe, que tem em média de 30 a 40 alunos. Além das aulas dentro da sala de aula, os alunos tem aulas extra-curriculares e aulas práticas dentro de laboratório. Na maioria das escolas japonesas, o uniforme é obrigatório.

No Shougaku, as matérias regulares são: língua japonesa, estudos sociais, estudos gerais, matemática, ciência, estudos ambientais, música, arte e artesanato, vida cotidiana e conhecimentos domésticos, educação moral e educação física. A Língua inglesa é incluída a partir do Chuugaku.

O sistema de ensino japonês valoriza muito a higiene, a pontualidade, a cooperação e o trabalho em grupo. Os alunos são incentivados a desenvolver diversas tarefas que visam promover a responsabilidade, o respeito pelos mais velhos (relação Kouhai/Senpai) e o bem estar do grupo em que vive.

É feito uma divisão das tarefas e os alunos ganham funções em diversas situações cotidianas, como no Kyushoku Touban (lanche escolar) e no Souji (limpeza das salas de aula). O esportes também é bastante incentivado dentro da escola para promover o bem estar físico e a lealdade do grupo.

Embora não seja obrigatório, o ensino médio (Koukou) tem mais de 96% de matrículas em todo o país, chegando a quase 100% em algumas cidades. A taxa de abandono escolar é de cerca de 2% e cerca de 46% de todos os formandos do ensino médio vão para a universidade ou faculdade júnior.

O sonho da maioria dos pais japoneses é que seus filhos cursem o ensino médio em uma boa escola privada para que recebam suporte acadêmico para ingressar em uma universidade. A escolha da escola é feita com base na localização, incidência de bullying e indicação de outras pessoas.

Para entrar no ensino médio (Kokou), os alunos tem que passar numa espécie de vestibular (exame de admissão). Essa questão tem gerado um elevado nível de competitividade e estresse entre os alunos. Para conseguirem passar nos exames e assim entrar em conceituadas instituições, muitos alunos frequentam “cursinhos”, chamados como Juku ou Gakken, ou ainda Yobiko, que são dois anos de cursinho preparatório para entrar na universidade (Daigaku).

Curiosidades

O ano letivo, assim como o ano fiscal começa em abril e termina em março do ano seguinte. Essa época condiz com o início da primavera e com o florescimento tão esperado do sakura (flores de cerejeira), que como sabemos tem um grande significado para o povo japonês.

Esta diferença nas datas relacionadas ao ano letivo, traz alguns transtornos para os estudantes japoneses que desejam estudar em outro país. Em agosto tem as férias de verão, que dura em média seis semanas. Na primavera e inverno, tem férias mais curtas que duram em média 2 semanas cada uma.

Transportes

 

Estradas de ferro

O Japão oferece uma das mais confortáveis e eficientes redes ferroviárias do mundo. A Japan Railways (JR) possui uma rede nacional com 27.000 km, mantendo o tráfego mais intenso do mundo. Os trens japoneses são seguros, velozes, pontuais e econômicos. Em áreas urbanas, empresas ferroviárias privadas mantêm também uma extensa rede interligando as cidades.

O Tokaido-Sanyo Shinkansen cobre a distância de 1.196 km entre Tóquio e Hakata em 5 horas e 20 minutos. O Tohoku Shinkansen liga Tóquio a Shin-Aomori em 3 horas e 30 minutos, cobrindo 713 km. O Joetsu Shinkansen liga Tóquio a Niigata em 1 horas e 40 minutos, cobrindo 334 km. As passagens variam segundo a distância. O Kyushu Shinkansen cobre a distância de 127 km entre Hakata e Kagoshima-Chuo em 1 horas 20 minutos.

Linhas marítimas

O Japão possui uma extensa rede de transporte marítimo interligando as ilhas. Muitos balneários da costa possuem também serviços de barcos ‘ferry’ hidrofólios de alta velocidade para turistas.

Linhas aéreas domésticas

As principais empresas aéreas domésticas são: Japan Airlines (JAL) e All Nippon Airways (ANA). A JAL opera apenas as rotas mais importantes de Tóquio a Sapporo, Osaka, Fukuoka e Okinawa. A ANA opera as linhas principais e locais.

Metrô e linhas perimetrais

Há linhas de metrô em todas as grandes cidades. As linhas perimetrais Yamanote, em Tóquio, e Osaka-Kanjo, em Osaka, executam um círculo ao redor da parte central da cidade. São linhas rápidas, econômicas e seguras.

Os preços das passagens oscilam a partir de ¥ 120, aumentando com a distância. As passagens podem ser compradas em máquinas automáticas junto às entradas. Conserve consigo a passagem até o momento da saída, quando você deverá devolvê-la.

Ônibus

A maioria das grandes cidades japonesas possui uma extensa rede de linhas de ônibus, mesmo onde existem metrôs e linhas perimetrais de trens, estes, mais fáceis de ser usados pelo turista estrangeiro. Em grandes cidades, empresas de ônibus de turismo usam veículos com janelas amplas e ar condicionado. Em Tóquio e Quioto empresas de turismo e de ônibus locais oferecem serviços com guias que falam inglês.

Táxis

Qualquer cidade japonesa, grande ou pequena, possui em geral um grande número de táxis. A maioria dos hotéis e estações de estrada de ferro mantém pontos de embarque. Há uma taxa básica que aumenta geralmente a partir dos 2 km iniciais, cobrando-se, também, uma taxa especial para o período entre 11 horas da noite e 5 da manhã (30 por cento adicionais).

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Fontes:

Organização Nacional de Turismo Japonês

http://www.brasilescola.com/japao/geografia-japao.htm

http://www.shigoto.com.br/japao.html

http://www.suapesquisa.com/paises/japao/

Sistema Educacional Japonês

http://herofactory.com.br/milagrenipon.php

Continente Antártico

A Antártica situa-se quase inteiramente dentro do círculo polar antártico, rodeando o Polo Sul e sendo cercado pelo Oceano Antártico, que fica entre o Oceano Pacífico e o Atlântico. Devido ao frio intenso com ventos violentos, esta região, permanentemente coberta pelo gelo, possui condições desfavoráveis para quase todo meio de vida, porém, vivem ali os pinguins, que procuram seu alimento no mar, focas e também um grande número de baleias.

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A Antártica é o quinto continente em extensão, é o único sem divisão geopolítica. Com o interior tão seco quanto o deserto do Saara, com ventos intensos que chegam a 327 km/h, a Antártida é três vezes mais alta que qualquer outro continente e é também o continente onde foi registrada a temperatura mais fria de todos os tempos (-89,2°C na estação Vostok em 21/07/1983).

Devido às baixas temperaturas registradas (a temperatura média varia de 0°C no verão no litoral a -65ºC no inverno no interior), a Antártica é o continente mais inóspito do planeta e, por isso, possui muitas regiões ainda não exploradas pelo homem.

Durante todo o ano cerca de 98% do território permanece congelado. E no inverno sua extensão chega a aumentar até 1mil km de largura por causa do gelo.

 

– Área total: 14 milhões km2 (aproximadamente)

– Área sem gelo: 280 mil km2 (aproximadamente)

– Área com gelo: 13,7 milhões km2 (aproximadamente)

– População permanente: 0 habitantes

– População não permanente (pesquisadores): cerca de 1.000

 

É recoberta por uma eterna camada de gelo que pode chegar a 3,7 km de espessura. Essa é a principal razão porque a Antártica é o continente com maior elevação média. Debaixo da camada de gelo existe abundantes recursos minerais, como petróleo, ferro e carvão. Durante o inverno seu tamanho chega a dobrar devido ao congelamento das águas oceânicas.

A região próxima ao Polo Sul é desprovida de fauna e flora, habitada apenas por cientistas das estações de pesquisa da Antártica. Já chegou a registrar 89°C negativos. O continente é governado por um tratado internacional.

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História

 

Os primeiros exploradores desta região atingiram o Pólo Sul somente em 1912 e o mapeamento do relevo foi feito por fotografias aéreas, única forma possível para atravessar o gelo. Ainda há muito que se estudar e observar neste continente, que tem muito a dizer sobre o passado glacial da Terra e sobre suas condições climáticas.

Juridicamente, a Antártida está sujeita ao Tratado da Antártida, pelo qual as várias nações que reivindicaram território no continente, com o propósito de explorar seus minérios nos grandes depósitos de carvão e outros minerais (Argentina, Austrália, Chile, França, Noruega, Nova Zelândia e Reino Unido) concordam em suspender as suas reivindicações, abrindo o continente à exploração científica.

Por esse motivo, e pela dureza das condições climáticas, a Antártica não tem população permanente, embora tenha uma população residente de cientistas e pessoal de apoio nas bases polares, que oscila, em seu número, entre o inverno e o verão.

Uma outra questão importante que envolve a região, na atualidade, é o derretimento das calotas polares. Com o aquecimento global, provocado pelo efeito estufa, enormes blocos de gelo ( icebergs ) têm se desprendido do pólo sul. Este fenômeno climático pode acarretar sérios danos no futuro caso continue. Pesquisadores afirmam que muitas cidades litorâneas podem desaparecer do mapa caso o quadro não seja revertido.

 

Fauna e Flora

 

Estima-se que na Antártica existam 150 espécies de peixes que se adaptaram para viver em locais muito frios. Devido a Convergência Antártica (encontro da Corrente Antártica Circumpolar com a correntes quentes do sul dos Oceanos Atlântico, Índico e Pacífico), esta região é considerada a mais nutritiva do planeta. É nesse lugar onde cresce o crustáceo que é a base da cadeia alimentar local, o krill, que serve de alimento para diversos animais marinhos. Em seus mares também, habitam criaturas como os golfinhos e as baleias (cachalotes e baleias azuis, por exemplo) que migram para regiões mais quentes no inverno. Outros habitantes são algumas espécies de focas, o lobo-marinho e o elefante marinho.

Quanto às aves, na Antártica encontram-se grandes quantidades de indivíduos da mesma espécie, mas a variedade de espécies é bem limitada. O animal típico da região é o pinguim. Chegam a ser encontradas populações com até 1,5 milhões de indivíduos. Outras aves do continente Antártico são os albatrozes, as skuas ou gaivota-rapineira além de outras espécies de gaivotas, o biguá, andorinhas do mar, espécies de pombas e os petréis (aves marítimas que podem chegar a 2,10 de envergadura).

Por causa do clima e do fato de a maior parte do solo permanecer congelada o ano todo, a flora na Antártica é bem simples. Consiste praticamente em algas, fungos, liquens, musgos e duas espécies de vegetais superiores que têm o crescimento inibido pelos animais (angiospermas e gramíneas).

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Países que tem reivindicações de território na Antártida e nome dos territórios:

 

– Argentina (Terra do Fogo)
– Austrália (Território Antárctico Australiano)
– Chile (Região de Magalhães e Antártica Chilena)
– França (Terra Adélia)
– Nova Zelândia (Dependência de Ross)
– Noruega (Terra da Rainha Maud e Ilha de Pedro I)
– Reino Unido (Território Britânico da Antártica)

 

Bases científicas na Antártida

 

Atualmente, são 29 países que possuem bases científicas instaladas na Antártida. Aproximadamente mil cientistas fazem diversos experimentos na região. O Brasil é um destes países.

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Tratado Antártico 

 

O Tratado sobre a Antártica (ou Tratado Antártico), firmado em Washington em 1º de dezembro de 1959 e vigente desde 1961, que regulamenta o uso do continente Antártico. Envolveu países interessados em explorar ou pesquisar a região e tornou a região Antártica em uma RESERVA NATURAL CONSAGRADA À PAZ e À CIÊNCIA, e proíbe até 2047 a exploração econômica de seus recursos minerais.

Seus principais objetivos são: a não militarização e a não nuclearização do continente, liberdade de pesquisa científica, proteção do meio ambiente e congelamento de qualquer reivindicação territorial. Para atingir esses objetivos, o Tratado Antártico proíbe, especialmente, a mobilização e os testes com armas de todo tipo, inclusive as nucleares, bem como quaisquer medidas de caráter militar. Além disso, congela qualquer reivindicação territorial no continente branco.

Assinado originalmente por 12 países – África do Sul, Argentina, Austrália, Bélgica, Chile, Estados Unidos, Japão, Noruega, Nova Zelândia, Reino Unido e União Soviética (e depois pela Rússia) -, o documento entrou em vigor em 23 de junho de 1961. Atualmente, tem 50 Estados-membros. O governo americano é o depositário do Tratado.

Em 1991, um protocolo de proteção ambiental vinculado ao Tratado foi assinado em Madri. Com entrada em vigor em 1998, o Protocolo de Madri proíbe a mineração e a exploração de petróleo no continente gelado durante 50 anos. Vários textos anexos preveem a proteção da flora e da fauna, o controle do turismo, a prevenção da contaminação marinha e a eliminação dos dejetos. O acordo proíbe, ainda, as atividades que representem risco para a vida selvagem, como a utilização de pesticidas e a presença de cães.

O Brasil aderiu ao Tratado em 1975 e desde 1982 desenvolve atividades científicas na Antártica, um requisito para os países-membros signatários do documento.

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Fontes:

 

http://www.infoescola.com/geografia/antartica-antartida/

http://www.suapesquisa.com/geografia/antartida/

http://www.bussolaescolar.com.br/geografia/antartica.htm

http://www.guiageo-antartica.com/

noticias.terra.com.br/ciencia/conheca-o-tratado-antartico,6f819d479eff4410VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html

http://www.jornaljovem.com.br/edicao17/antartida_conhecendo01.php

Tipos de Relevo

FORMAS DE RELEVO

O relevo descreve a topografia de uma região, ou seja a altura (quão elevada esta região se encontra), o aspecto (para qual direção as camadas inclinadas se direcionam), a forma (o formato em que a superfície se encontra) e a inclinação (o quão íngremes as camadas estão) de uma determinada região. Em termos mais técnicos mais simples, corresponde às variações que se apresentam sobre a camada superficial de uma dada região. Assim, podemos notar que o relevo terrestre apresenta diferentes fisionomias, isto é, áreas com diferentes características: algumas mais altas, outras mais baixas, algumas mais acidentadas, outras mais planas, entre outras feições.
Para melhor analisar e compreender a forma com que essas dinâmicas se revelam, foi elaborada uma classificação do relevo terrestre com base em suas características principais, dividindo-o em quatro diferentes formas básicas de relevo: as montanhas, os planaltos, as planícies e as depressões.

Planaltos

Os planaltos, também chamados de platôs, são áreas de altitudes variadas e limitadas, em um de seus lados, por superfície rebaixada. Os planaltos são originários das erosões provocadas por água ou vento. Os cumes dos planaltos são ligeiramente nivelados.

Exemplo: Planalto Central no Brasil, localizado em território dos estados de Goiás, Minas Gerais, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Planícies

É uma área geográfica caracterizada por superfície relativamente plana (pouca ou nenhuma variação de altitude). São encontradas, na maioria das vezes, em regiões de baixas altitudes. As planícies são formadas por rochas sedimentares. Nestas áreas, ocorre o acúmulo de sedimentos.
Exemplos: Planície Litorânea, Planície Amazônica e Planície do Pantanal.

Depressões

As depressões são regiões geográficas mais baixas do que as áreas em sua volta. Quando esta região situa-se numa altitude abaixo do nível do mar, ela é chamada de depressão absoluta. Quando são apenas mais baixas do que as áreas ao redor, são chamadas de depressões relativas. As crateras de vulcões desativados são consideradas depressões. É comum a formação de lagos nas depressões.
Exemplo: Depressão Sul Amazônica

Montanhas

As montanhas são formações geográficas originadas do choque (encontro) entre placas tectônicas. Quando ocorre este choque na crosta terrestre, o solo das regiões que sofrem o impacto acabam se elevando na superfície, formando assim as montanhas. Grande parte deste tipo de montanhas formaram-se na era geológica do Terciário. Existem também, embora menos comum, as montanhas formadas por vulcões.
Existem quatro tipos de montanhas: as vulcânicas, que se formam a partir de vulcões; as de erosão, que surgem a partir da erosão do relevo ao seu redor, levando milhões de anos para serem formadas; as falhadas, originadas a partir de falhamentos na crosta, que geram uma ruptura entre dois blocos terrestres, ficando soerguidos um sobre o outro; e as dobradas, que se originam a partir dos dobramentos terrestres causados pelo tectonismo. De todos esses tipos, o último é o mais comum.
As altitudes das montanhas são superiores as das regiões vizinhas. Quando ocorre um conjunto de montanhas, chamamos de cordilheira.
Exemplos: Aconcágua (Argentina), Pico da Neblina (Brasil), Logan (Canadá), Kilimanjaro (Tanzânia), Monte Everest (Nepal, China), Monte K2 (Paquistão, China), Monte Blanco (França, Itália).

FORMAS SECUNDÁRIAS DE RELEVO

Cuestas

Forma de relevo dissimétrico constituída por uma sucessão alternada das camadas com diferentes resistências ao desgaste e que se inclinam numa direção, formando um declive suave de um lado e um corte abrupto de outro. Os relevos do tipo cuestas também encontram-se associados a estruturas sedimentares, com ou sem intercalações de estratos basálticos. Diferenciam-se dos relevos tabuliformes por corresponderem a seções caracterizadas por camadas litoestratigráficas inclinadas, razão pela qual comumente aparecem nas bordas das bacias sedimentares, mergulhando em direção ao seu centro.

Exemplos: Depressão Periférica Paulista.

Tabuleiros

Forma de relevo constituída por pequenos platôs, de altitude em geral modesta, entre vinte e cinquenta metros, limitados por escarpas abruptas, denominadas barreiras.
São formados de argilas coloridas e arenito da série Barreiras, provavelmente do plioceno, no período terciário, de fácies desértica, desprovida de fósseis. Assentam-se em geral sobre sedimentos mesozóicos ou diretamente sobre o embasamento cristalino. A pobreza de seus solos sílico-argilosos não permite o desenvolvimento de vegetação abundante, o que explica a presença preponderante de plantas herbáceas e arbustivas, em geral rarefeitas, com tendência à xerofilia, bem patenteada pela existência de cactáceas. Por isso, a paisagem vegetal dos tabuleiros assemelha-se muitas vezes à da caatinga.

Exemplos: Mais frequentes no Nordeste, os tabuleiros podem ser também encontrados no interior da Amazônia e no Espírito Santo.

Chapadas

São formações com extensas superfícies planas em regiões de serras com altitudes geralmente superiores a 600 metros. É uma vasta planície com vegetação rasteira.

Exemplos: Chapada Diamantina – maior chapada brasileira está localizada na Bahia; Chapada dos Guimarães (MT); Chapada dos Veadeiros (GO).

Escarpas

É uma zona de transição entre diferentes províncias fisiogeográficas que envolve uma elevação aguda (superior a 45º), caracterizada pela formação de um penhasco ou uma encosta íngreme. A superfície desta encosta íngreme é chamada de rosto da escarpa. As escarpas geralmente são formadas pela erosão diferencial de rochas sedimentares ou pelo movimento vertical da crosta terrestre ao longo de uma falha geológica.

Morros

Ou colina, outeiro ou cerro (às vezes escrito serro) é um acidente geográfico constituído por pequena elevação de terreno com declive suave, com um desnível de quota de até cinquenta metros.

Fontes: www.brasil.gov.br, www.apadescalvado.cnpm.embrapa.br, marcosbau.com.br, www.suapesquisa.com, www.brasilescola.com

Clima e Vegetação – Geral

O clima de um lugar ou região é a sucessão habitual dos estados de tempo, ao longo do ano, sobre esse mesmo lugar ou região, ou seja, uma síntese anual do tempo.

Clima é um conceito usado para dividir o mundo em regiões que dividem parâmetros climáticos parecidos.

O termo mudança do clima, alterações climáticas ou mudanças climáticas refere-se à variação do clima global ou dos climas regionais da terra ao longo do tempo.

A mudança climática pode ser tanto um efeito de processos naturais ou decorrentes da acção humana.

O estado de tempo corresponde às condições atmosféricas (temperatura, precipitação, nebulosidade) num certo momento e lugar.

Os climas distinguem-se uns dos outros, sobretudo, pelas características e variação da temperatura e da precipitação. Essas variações são determinantes pelos factores climáticos, dos quais se destacam:

Latitude

– Os climas dividem-se em quentes, temperados e frios, de acordo com a quantidade de radiação solar recebida.

– Nas latitudes ocupadas pelas faixas de altas pressões, os climas são secos, ao contrário das latitudes onde dominam as baixas pressões.

As regiões climáticas podem ser classificadas com base na temperatura e precipitações.

– A temperatura e a precipitação são os dois elementos principais para caracterizar um clima.

– O regime térmico permite distinguir os climas quentes , temperados e frios, o regime pluviométrico permite diferenciar os climas húmidos e secos.

Relevo

– com o aumento da altitude, os climas tornam-se mais frios.

A altitudes muito elevadas o ar é seco e quase não há precipitação.

Oceanicidade/proximidade do oceano

– Nas margens dos continentes, onde os ventos marítimos são dominantes, os climas tendem a ser mais amenos e chuvosos

Continentalidade

No interior dos continentes, longe dos ventos marítimos, os climas tendem a ser secos e com elevados contrastes de temperaturas.

Cada clima corresponde a um tipo determinado de fauna e flora – São os biomas. Estes adoptaram o nome da vegetação dominante ( savana, floresta mediterrânea, pradaria,…).

A maior parte da vegetação dispõem-se em faixas mais ou menos paralelas, do equador para os polos, tanto no hemisfério Norte como no hemisfério Sul.

Uma das melhores maneiras de conhecer as características climáticas duma determinada região, é através dos gráficos termopluviométricos ou climogramas. Nestes gráficos podem-se analisar as precipitações e as temperaturas dum determinado local, ao longo dum ano. Dum modo geral, apresentam os valores da precipitação em forma de barras (e são lidos no lado esquerdo), enquanto que a temperatura, que normalmente é lida no lado direito, é representada por meio duma linha. na parte de baixo do gráfico, estão representados os doze meses do ano, assinalados pelas respectivas iniciais dos meses. Há no entanto outras formas de apresentar os climogramas, mas a que foi referida, parece ser a mais correcta. Também é normal, que a escala onde estão os valores da precipitação, apresentem valores que correspondam ao dobro da escala das temperaturas.

A vegetação é um grande e precioso indicador do clima de uma determinada área. Sendo a temperatura e a precipitação os elementos mais determinantes da cobertura vegetal, é lógico que quando imaginamos um determinado tipo de clima, associamos mentalmente uma determinada paisagem vegetal, e como é também óbvio, a um determinado clima e cobertura vegetal, estão associados determinados seres vivos.

A biosfera, é formada pelo nosso planeta, a Terra e por todos os seres vivos que nele existem. Na biosfera existem diversos biomas, que são um conjunto biológico associado a uma zona climática. São essas zonas climáticas, ou melhor, são esses climas e os biomas a eles associados, que em seguida iremos ver.


Os tipos de climas e a vegetação

A distribuição e diferenciação dos vários tipos de climas dependem do modo como se distribuem os elementos climáticos e os factores que mais os influenciam. Apesar de várias diferenças regionais, pode-se definir genericamente os seguintes conjuntos climáticos e respectivos climas:

Zona Quente: Clima Equatorial; Clima Tropical (de monção, húmido e seco) e Clima Desértico.

Zona Temperada: Clima subtropical húmido, Clima Mediterrânico; Clima Marítimo ou Oceânico e Clima Continental.

Zona Fria: Clima Continental ou Subpolar e Clima Polar. Os climas de altitude não acompanham a distribuição latitudinal dos climas.

Os climas mundiais

Clima equatorial: Floresta equatorial

Clima Tropical húmido: Floresta tropical

Clima Tropical Seco:  savana, estepe e floresta galeria

Deserto: Vegetação xerófila

Clima subtropical húmido: Floreta mista

Clima Mediterrânico: Floresta mediterrânea, maquis e garrigue

Clima Marítimo ou Oceânico: Floresta caducifólia  prados

Clima Continental. Pradaria ou Estepe Temperada

Clima Continental ou Subpolar:  Taiga ou floresta de coníferas

Clima Polar : Tundra


Os climas quentes

Os climas quentes, num modo muito simples, podem-se subdividir em três: clima equatorial, clima tropical, e clima desértico (quente).

As regiões de Clima Equatorial

O Clima equatorial, como o próprio nome indica, localiza-se numa faixa que envolve o Equador, limitada, sensivelmente, pelos paralelos 5º S e 5 º N, podendo chegar, em algumas regiões, aos 10º S e 10º N. Abrange, por isso, áreas como, por exemplo, o Zaire, a bacia do Amazonas, a bacia do Congo, Madagáscar e a maior parte das ilhas situadas entre os oceanos Índico e Pacífico, na zona equatorial.

Da análise do gráfico termopluviométrico que está a servir de exemplo, verifica-se com efeito que se trata dum local perto do Equador (neste exemplo, 40 Lat. S, embora, como é lógico, também pudesse ser de latitude Norte).

Principais características:

– temperaturas médias mensais elevadas e praticamente constantes ao longo do ano, geralmente superiores a 20º C) – As temperaturas elevadas praticamente constantes ao longo do ano devem-se à reduzida inclinação dos raios solares e ao facto de a duração do dia natural e da noite ser praticamente sempre a mesma;

– As amplitudes térmicas anuais são muito reduzidas, ou seja, a diferença entre a temperatura média máxima anual e a temperatura média mínima anual, é muito reduzida, normalmente inferiores a 3º C;

– precipitação abundante e mais ou menos regular ao longo do ano, com registos superiores a 1500 mm – Os elevados valores de precipitação justificam-se pela presença constante das baixas pressões equatoriais, que provocam chuvas convectivas e de convecção (chuvas provocadas pela ascendência brusca de ar fortemente aquecido e húmido à superfície);

Não existem estações (nem Verão, nem Inverno…), pois todos os meses são pluviosos e quentes, isto é, não existem estações diferenciadas (apenas estação húmida), já que todos os meses do ano são muito quentes, húmidos e pluviosos.

Ambiente biogeográfico – Floresta equatorial.

Floresta Equatorial ou Floresta Ombrófila ou ainda, vulgarmente, Floresta Virgem. Trata-se de uma floresta muito densa, compacta e com grande variedade de espécies arbóreas, devido ao calor e humidade intensos.

Trata-se duma floresta muito densa, algumas vezes chamada pelos habitantes locais (principalmente na Amazónia) por «inferno verde».

A floresta equatorial é constituída por um elevado número de espécies, muito próximas umas das outras, com troncos altos e esguios e folhas largas e persistentes. Devido à competição pela luz, verifica-se, normalmente, a existência de vários estratos arbóreos: o mais elevado, constituído por árvores de grande porte, com uma altura de 10 a 30 metros, e, por fim, o estrato inferior, que comporta árvores com cerca de 10 metros.

Depois dos estratos arbóreos, é possível observar um estrato arbustivo, mais ou menos alto e denso, com folhas muito delgadas, quase transparentes, em consequência da grande humidade e da fraca radiação solar existente a este nível.

Por fim, junto ao solo, é possível encontrar um manto herbáceo pouco desenvolvido, devido à quase ausência de luminosidade provocada pelas copas das árvores, que compõem os diferentes estratos superiores.

Na floresta equatorial é possível observar ainda a existência de lianas e de epífitas, cuja forma de vida assume características muito particulares. As lianas são plantas trepadeiras que se enrolam nas árvores, pelas quais sobem, à procura de luz. As epífitas são plantas que não têm as raízes presas ao solo e vivem sobre outras plantas, que lhes servem de suporte.

Estratificação da floresta densa (equatorial)

Neste esquema, podem-se observar com facilidade os estratos da floresta equatorial. O estrato junto ao solo, é o estrato herbáceo, pouco desenvolvido e onde quase não existe luz, pois as plantas dos estratos superiores dificultam a passagem da luz. O estrato superior, é constituído por árvores bastante altas, cujas copas apresentam uma forma arredondada (tipo guarda-chuva), e os seus troncos, de casca fina,  são lisos, apenas ramificados na parte superior.

É muito vulgar nestas florestas, alguns tipos de plantas trepadoras e parasitas, que se servem das árvores para irem subindo e alcançar a luz; muitas vezes estas trepadeiras desenvolvem-se tanto que acabam por estrangular as árvores onde se enrolam. Estas trepadeiras, normalmente lianas, atingem um desenvolvimento tão grande, que quem as vê, diria que se tratava de uma autentica árvore. Há lianas com cerca de 200 metros de comprimento.

Com estas condições ambientais, a vida animal também é muito abundante e diversa, mas é raro haver nestas florestas animais muito grandes, pois a vegetação é tão densa, que os animais grandes não se conseguiriam movimentar ali dentro. Pela imagem, pode-se fazer uma ideia dos animais que existem na floresta equatorial: nas árvores, alguns mamíferos (macacos, lémures, jaguares, esquilos, preguiças…), imensos répteis (cobras, lagartos, serpentes, jibóias), um grande número de aves (quase sempre muito coloridas e de grande beleza – tucanos, araras, catatuas, papagaios, quetzal…), e uma imensidão de insectos; ao nível do solo (ou perto dele), também mamíferos (leopardos, gorilas, mandarins, antílopes, ratos….) répteis, batráquios (sapos e rãs – muitas delas venenosas), vermes, etc.. Nos rios, quase sempre de águas muito lamacentas e turvas, abundam crocodilos, jacarés, búfalos, rinocerontes, pequenos anfíbios, roedores, e como é lógico, muitos peixes, entre os quais, as famosas piranhas, enguias-eléctricas, etc…

A floresta equatorial, bem como o clima equatorial, está mais ou menos distribuída nas seguintes áreas a verde. Na imagem, vê-se perfeitamente três grandes áreas mundiais de florestas equatoriais: na América do Sul, a Amazónia, a maior floresta equatorial e a mais conhecida; no Centro de África, a chamada floresta equatorial da bacia do Congo; e na Ásia, quase toda a região da Indonésia, bem como a Malásia, Filipinas e países vizinhos.


As regiões de Clima Tropical

Os climas tropicais localizam-se entre os Trópicos de Câncer e Capricórnio, a seguir à faixa do Clima Equatorial, sensivelmente entre os 5º e os 12º de latitude Norte e Sul (clima tropical húmido) e entre os 10º e os 12º e os 15º e os 18º de latitude Norte e Sul (clima tropical seco).

Principais características:

– temperaturas médias mensais muito elevadas ao longo do ano (superiores a 20º C);

-amplitudes térmicas reduzidas, embora ligeiramente superiores às do clima equatorial;

– as chuvas são abundantes , mas concentram-se numa só época do ano (estação das chuvas);

– apresentam duas estações distintas: uma estação húmida e uma estação seca.

Na zona intertropical, a precipitação diminui com o aumento da latitude e a estação seca torna-se mais longa à medida que nos afastamos do Equador.

Verifica-se com facilidade a existência de apenas duas estações: a estação seca e a estação húmida.

Se a estação pluviosa é mais longa do que a estação seca, o clima é Tropical Húmido. Se, pelo contrário, a estação seca for mais longa do que a estação húmida, o clima é Tropical Seco. Observando os climogramas da figura (que servem de exemplo), verifica-se que no clima tropical húmido, há cerca de cinco meses secos (mais ou menos de Junho a Outubro), enquanto no clima tropical seco, os meses secos são em maior quantidade, mais ou menos dez meses (de Setembro a Junho).


O Clima Tropical de Monção

Existe um caso “especial” de climas tropicais, trata-se de uma variante do clima tropical húmido, que se caracteriza por elevados valores de precipitação na estação húmida, sendo estes valores, muito superiores aos do clima equatorial. Nas regiões afectadas pelas Monções, o clima é muito pluvioso na estação húmida, designando-se o mesmo por Clima Tropical de Monção.


O Clima tropical húmido e o tropical seco.

O clima tropical, pode ser subdividido em dois sub-climas: o tropical húmido e o tropical seco.

Principais características:

– As temperaturas médias mensais são elevadas ao longo do ano, superiores a 240C. Embora possa ocorrer um ou dois períodos relativamente frescos, a maior parte dos meses apresenta temperaturas médias superiores aos do clima equatorial.

– As amplitudes térmicas anuais, embora maiores do que as do clima equatorial, são pouco acentuadas, tendo um valor aproximado entre 100C e 120C.

– A precipitação distribui-se muito irregularmente ao longo do ano, concentrando-se, na sua quase totalidade, numa só estação.

Ambientes biogeográficos: savana; floresta tropical e estepe tropical.

Nas regiões de clima tropical, existem estes três géneros de formações vegetais, porque este tipo de clima é uma transição entre outros tipos de climas, ao contrário do clima equatorial, que não faz transição com mais nenhum outro tipo de clima. O clima tropical, consoante a latitude (e a continentalidade), apresenta valores diferentes de precipitações e de temperaturas, pelo que pode fazer transição entre o equatorial e o o desértico. Por estas razões (e não só), as formações vegetais variam de acordo com a maior ou menor abundância de precipitações.

Vegetação característica do clima tropical húmido:

Floresta Tropical (floresta bastante densa com árvores mais baixas que as da floresta equatorial, mais espaçadas entre si e de copa mais larga);

Savana (formação vegetal dominante e que é constituída por ervas altas e espaçadas intercaladas por uma vegetação rasteira).

Pode-se dizer que a savana é uma formação vegetal herbácea (ervas) alta, atingindo nalgumas regiões os 2 metros de altura, e “salpicada” de algumas árvores e arbustos. Os arbustos são quase sempre espinhosos e as árvores, são, na sua grande maioria, de folha caduca, com troncos muito duros e revestidos de casca espessa. As raízes das plantas da savana são muito profundas e ramificadas, para poderem captar o máximo de água (que lhe permite sobreviver na estação seca). As árvores mais típicas da savana são a acácia e o embondeiro (árvore de grande porte, também conhecido por baoba).

Os locais do bioma de savana, encontram-se distribuídos nas seguintes áreas do mundo:

Vegetação característica do clima tropical seco

Floresta Tropical Seca, muitas vezes espinhosa, e na sua quase totalidade desprovida de folhas na estação seca; Savana (ervas e tufos de arbustos espinhosos); nas zonas mais áridas pode-se encontrar a Estepe Tropical (formação vegetal típica e que é constituída por plantas herbáceas baixas; pequenas e raras árvores e tufos de arbustos dispersos). Nas regiões em que a estação seca é mais prolongada, a vegetação apresenta já características xerófilas (plantas adaptadas à secura, isto é, muito pouco exigentes em água).

Ao longo das margens dos rios que correm nas regiões de savana aparece a Floresta- Galeria. A humidade do solo permite o desenvolvimento de uma floresta densa semelhante à selva.

No que respeita à fauna (animais) do bioma savana, ela é constituída principalmente por grandes herbívoros, tais como búfalos, elefantes, zebras, impalas, antílopes, girafas, cangurus (nas savanas australianas). Como os herbívoros são o alimento preferido dos carnívoros, a existência de muitos herbívoros, faz com que existam nas savanas também muitos carnívoros, tais como leões, leopardos, panteras, tigres, chitas, etc… Nas savanas também existem répteis (lagartos, cobras, serpentes), aves (águias, abutres, falcões…) e muitos insectos, principalmente gafanhotos e mosquitos.


As regiões de Clima Desértico

Encontra-se a seguir à faixa dos climas tropicais e, localiza-se entre as latitudes 15º e 30º Norte e Sul. Abrange, por isso, áreas como, por exemplo, os desertos do Sara, da Namíbia (Calaári), do Arizona (Mojave), do Atacama e do Grande Deserto Australiano. Contudo podemos encontrar desertos em latitudes mais elevadas do globo em virtude de factores locais como: a continentalidade, as barreiras orográficas e as correntes marítimas.

Nas grandes faixas de altas pressões subtropicais, predomina um clima quente e muito seco: é o clima desértico quente. A enorme aridez, é a característica principal deste género de climas.

Da observação do gráfico termopluviométrico, nota-se perfeitamente as fracas precipitações. No caso que serviu de exemplo, verifica-se que os meses mais pluviosos (Março, Agosto e Setembro), registaram, cada um deles, pouco mais que 10 mm de precipitação. Mas há locais onde a precipitação é praticamente igual a 0 mm. Podem-se passar anos sem cair uma única gota de água, mas, repentinamente, podem-se também desencadear chuvadas torrenciais, de curta duração (de alguns minutos a algumas horas), que originam enxurradas que arrastam tudo à sua frente. Há relatos históricos, da II Guerra Mundial, em que durante algumas destas chuvadas, tanques de combate foram arrastados pelas enxurradas como se fossem rolhas de cortiça. Os povos nómadas do deserto do Sara (os tuaregues) costumam dizer que “há duas maneiras de morrer no deserto: de calor e sede, ou afogados!”

Principais características:

– As temperaturas médias mensais são elevadas. Embora não seja facilmente observável no gráfico, que dão a impressão de no clima desértico quente as temperaturas médias mensais, não serem muito diferentes das dos climas tropicais, a verdade é que são muito mais elevadas. O que se passa, é que neste tipo de clima, além de apresentar uma amplitude térmica anual relativamente acentuada (perto dos 200C), possui amplitudes térmicas diurnas (durante o dia, ou as 24 horas), elevadíssimas, Que são uma característica importante deste clima; durante o dia, as temperaturas chegam a atingir os 500C, mas durante a noite a temperatura tem valores próximos dos 00C e até mesmo temperaturas negativas, originando assim, amplitudes térmicas diurnas de mais de 500C.

– amplitudes térmicas anuais relativamente acentuadas, geralmente, superiores a 15º C;

– amplitudes térmicas diurnas elevadíssimas, podendo ultrapassar os 30º C – Estas amplitudes térmicas diurnas explicam-se devido à escassez de vapor de água na atmosfera;

– precipitação rara e irregular (menos de 250 mm por ano);

– não existe estação húmida (podem passar-se anos sem cair uma gota de água, mas quando chove é torrencialmente, formando-se enxurradas que tudo arrastam na sua frente).

Ambientes biogeográficos: a estepe e o deserto absoluto

Nos desertos existe uma grande escassez de água e humidade, influenciada por: altas pressões permanentes (altas pressões subtropicais), rápida evaporação, forte insolação, continentalidade, ventos fortes e secos e barreiras orográficas. Neste desenvolvem-se a vegetação xerófila que se adapta à secura extrema e ás elevadas amplitudes térmicas. Com espécies carnudas como por exemplo: os cactos, , figueira-da-índia, agávea, tasneira, etc, que armazenam água nos caules, adaptando-se à secura.

Com tanta secura ambiental, é óbvio que a vegetação é rara e muito rudimentar, escassa ou mesmo nula. Nos locais onde ainda consegue cair algumas chuvas, predomina a vegetação herbácea baixa e pequenos arbustos, bem como alguns cactos. Nas regiões onde as chuvas são extremamente raras, a vegetação está completamente ausente: é o deserto absoluto, arenoso ou pedregoso. Apenas nos Oásis (espaço com vegetação no meio do deserto) onde as águas subterrâneas (toalha freática) estão próximas da superfície ou nas margens dos raros cursos de água, surgem  áreas verdejantes,  que são chamadas de oásis, podendo até, nalguns deles, praticar-se a agricultura. por exemplo, as margens do rio Nilo, não são mais do que um extenso oásis no meio do grande deserto do Saara.

A fauna dos desertos é representada por animais pouco exigentes em água e alimentos: algumas aves (como por exemplo a avestruz e o falcão), répteis (cascavel e monstro-gila), roedores e insectos (como o escorpião). Em relação aos mamíferos, os mais típicos dos desertos, são o camelo e o dromedário, mas também existem outros, como a raposa. nas zonas de transição, ou mais nas estepes, surgem uma variedade maior de animais. Devido às elevadas temperaturas registadas durante o dia, a grande parte dos animais dos desertos, são mais activos durante a noite.

observação: os restantes desertos assinalados na figura, mas sem legenda, apesar de serem desertos, não são considerados desertos quentes.


Climas Temperados

Embora se considere como zonas temperadas, as superfícies limitadas pelos trópicos e pelos círculos polares, a verdade é que nem todas as regiões situadas entre aqueles paralelos apresentam clima temperado. Ao estudar os climas, e principalmente os climas temperados, convém não esquecer dos diferentes factores climáticos: a influência da latitude, a continentalidade, as correntes marítimas (que afectam bastante o litoral Atlântico da Europa), e o relevo. Convém também ter presente, que na zona temperada, há regiões que são afectadas por uma “luta” entre massas de ar polar e massas de ar tropical, ou seja, o ar frio (polar) está numa área de contacto com o ar quente (tropical), originando aquilo a que se chama de superfície frontal. Muitos climas temperados, são afectados por esta constante “guerra” entre o ar quente e o ar frio.

A nível de estudo de Geografia em Portugal, em relação aos diferentes géneros de climas, são os climas temperados aqueles que mais importa reter as suas características, uma vez que é nestes tipos de clima que está incluído o nosso território, bem como a maior parte dos países da U.E. e do resto da Europa. Por isso, alerta-se os alunos para uma maior dedicação a estes climas e biomas.

Os climas temperados podem-se subdividir em quatro sub-grupos: Clima subtropical húmido ou clima temperado das fachadas orientais dos continentes ou tipo chinês, Clima clima Temperado Mediteterrâneo (ou sub-tropical seco); clima Temperado Marítimo (ou Oceânico); e clima Temperado Continental.


As regiões de subtropical húmido

Estes climas localizam-se em regiões de latitudes médias, de 25 a 40º norte e sul, nas fachadas orientais dos continentes.

Características do clima

Invernos suaves e Verões quentes

Amplitudes térmicas moderadas, superiores a 20ºC

A precipitação é elevada durante todo o ano embora mais abundante no Verão, podendo ser de neve no Inverno.

Atendendo às características das estações do ano, este clima é um misto de continental, pelas grandes amplitudes térmicas, e oceânico, pela elevada precipitação.

Esta combinação resulta do facto de na zona temperada as massas atmosféricas se deslocarem de oeste para este, o que leva a que as fachadas orientais sejam atingidas por massas se ar mais frio no Inverno e mais quente no Verão, resultantes do percurso feito nos continentes, ao contrário das fachadas ocidentais, que são atingidas por massas de ar de temperaturas mais amenas, resultantes do percurso feito nos oceanos.

Esta região acusa a instabilidade de massas de ar de natureza e trajectos diferentes. No verão, as massas de ar tropicais marítimas, húmidas e instáveis alcançam as costas orientais dos continentes e dirigem-se para o interior, arrastando ar quente e húmido, o que origina grandes precipitações. No Inverno, é mais comum a invasão de ar polar de trajecto continental (que origina secura, que é amenizada pela presença próxima do oceano.

O bioma que predomina é a floresta mista ou de folhosas

As florestas mistas são assim designadas por apresentarem espécies características de regiões tropicais juntamente com outras espécies mais típicas de regiões temperadas.

A floresta mista, não é propriamente um bioma, mas sim uma mistura, pois faz a transição entre o bioma de floresta caducifólia e a taiga (que veremos adiante). Chama-se floresta mista porque é composta por vegetação de folha caduca, bem como de árvores de folha persistente, principalmente coníferas.

Encontram-se árvores de grande porte mas com folhas mais pequenas do que nas florestas tropicais. O grau de cobertura vegetal é mais ou menos denso e existem aqui castanheiros, camélias, magnólias e loureiros. Num estrato inferior encontram-se algumas palmeiras, bambus, arbustos e plantas herbáceas. Há lianas enroladas nos troncos de árvores e epífitas. Por outro lado, há musgos a cobrir muitos dos troncos das árvores.

A fauna é também diversificada e rica. Muitos roedores e animais pequenos coexistem com ursos, tigres e predadores de maior porte


As regiões de Clima Mediterrânico

O Clima Mediterrânico (ou subtropical seco) distribui-se pela bacia do mar Mediterrâneo (Sul da Europa e Norte de África), Califórnia, região central do Chile, região do Cabo na África do Sul e Sudoeste da Austrália.

Principais características:

– Verões quentes, longos e secos (temperatura média do mês mais quente compreendida entre os 21º e os 27º C e temperaturas máximas que podem atingir os 40º C) – (o número de meses secos é por vezes superior a 5);

– Invernos são curtos, húmidos e suaves (temperatura média do mês mais frio entre 6 e 10º C);

– amplitudes térmicas anuais moderadas (entre 6 e 17º C);

– A média do mês mais quente é superior a 20ºC, por sua vez, a média do mês mais frio nunca é inferior a 0ºC.

– A TMA (Temperatura Média Anual), também é próxima dos 15ºC (sendo inferior a 20ºC);

– Fraca nebulosidade.Mesmo no Inverno, registam-se longos períodos de céu limpo e brilhante (normalmente associados à presença de anticiclones);

-Precipitação escassa e irregular, concentrando-se essencialmente nos meses de Outono e Inverno, devido à maior influência das baixas pressões subpolares nesta altura do ano (o total anual pode variar de 400 a 900 mm).

A secura do Clima Mediterrânico, em particular no Verão, explica-se pelo facto de as regiões entre os paralelos de 30º e 40º de latitude serem invadidas, durante grande parte do ano, pelos anticiclones subtropicais que dificultam a formação de nuvens e, portanto, de chuvas. No Outono e no Inverno, os mesmos anticiclones retiram-se para latitudes inferiores, deixando o caminho livre às perturbações frontais vindas de Oeste, originando então chuvas mais ou menos abundantes e muitas vezes acompanhadas de trovoadas.

– o número de meses secos pode variar entre 4 e 7;

– Quatro estações bem marcadas e distintas (Primavera, Verão, Outono e Inverno);

Para o distinguir com alguma facilidade dos restantes climas temperados, é o único dos climas temperados que apresenta período seco. Tem período seco no Verão.

A secura do clima mediterrâneo, particularmente no Verão, explica-se pelo facto de as regiões onde ocorre este tipo de clima (entre os paralelos de 300 e de 400, de ambos os hemisférios) serem invadidas, durante grande parte do ano, pelos anticiclones subtropicais, que, como já se referiu, dificultam a formação de nuvens e, consequentemente, de precipitações.

No Outono e no Inverno, os mesmos anticiclones deslocam-se para latitudes inferiores (acompanhando o movimento anual aparente do Sol), deixando então, o caminho livre às perturbações frontais vindas de oeste, as quais originam chuvas mais ou menos abundantes e, muitas vezes, acompanhadas de trovoadas. Sendo a precipitação de origem frontal (associada à passagem das frentes);

Ambientes biogeográficos: floresta mediterrânea, o maquis e o garrigue.

Floresta Mediterrânea -formação vegetal constituída por árvores, geralmente de pequeno porte, cheias de nódulos e de folha persistente e, por isso, sempre verde. É constituída por árvores mais ou menos espaçadas entre si, que permite entre esses espaços, o desenvolvimento de um estrato arbustivo mais ou menos denso e também de folha persistente. Quanto ao estrato herbáceo, é pouco desenvolvido, devido a grandes períodos de seca (no período seco). Toda esta vegetação apresenta características de adaptação à secura – folhas pequenas, raízes profundas e ramificadas e troncos revestidos por casca espessa, como é o caso do sobreiro, a azinheira, a oliveira-brava, alfarrobeiras, medronheiros, zambujeiros, pinheiros (pinheiro-manso e pinheiro-de-alepo), o cedro e o cipreste. A actuação humana sobre a floresta (principalmente fogos, pastoreio, agricultura, procura de madeiras…), foi destruindo a floresta mediterrânea original dando progressivamente origem a formações vegetais secundárias: maquis e garrigue.

A floresta mediterrânea original, praticamente não existe. Essa floresta “primitiva” da Era Terciária, está actualmente presente em áreas muito restritas e relativamente afastadas da intervenção humana. Contudo ainda se podem observar em alguns locais, tais como na ilha da Madeira, Açores, Canárias, Cabo Verde. Mas outrora, cobriam vastas áreas da Europa Mediterrânea. Também se chama a essa floresta primitiva Laurissilva (as espécies dominantes são algumas variedades de loureiro – pelo menos quatro).

Maquis – Esta formação vegetal, também designada por chaparral ou matagal, é constituída principalmente por arbustos, muito densa e fechada, formando um matagal de difícil penetração (árvores-anãs). O maquis desenvolve-se, geralmente, em solos graníticos (silíciosos), onde outrora dominou o sobreiro. Entre as várias espécies de plantas que compõem o maquis, destacam-se o medronheiro, o loureiro, a urze, a giesta espinhosa, a piteira e alguns cactos.

Garrigue É uma formação vegetal mais aberta do que o maquis, constituída por vegetação arbustiva, mais ou menos dispersos,  e herbácea (formação vegetal que surge em áreas onde o solo é mais pobre – de origem calcária – onde outrora predominou a azinheira). Forma áreas muito aromáticas e onde predominam a oliveira brava, o buxo, o carrasco, o alecrim, a lavanda, o rosmaninho, a alfazema e o timo,  entre outras plantas aromáticas de muito pequeno porte. A vegetação dispersa-se pela paisagem.

Com a destruição da floresta mediterrânea, foram também destruídas, ou levaram a procurar outros locais de refúgio, muitas das espécies faunísticas. Entre os mamíferos, destacam-se os veados, os coelhos, as lebres, os lobos, as raposas, os javalis e pequenos roedores. Os insectos são muito abundantes durante o período de crescimento da vegetação, diminuindo no final do Verão. Há também muitos corvos, tentilhões, águias, corujas e falcões, e entre os répteis destacam-se os lagartos, as cobras e as víboras. Mas pode-se verificar as espécies correspondentes a este bioma (a nível mundial, mas em inglês), clicando aqui.

A distribuição do clima mediterrâneo e do seu bioma, como foi referido, não se confina exclusivamente à área mediterrânea, sendo as principais áreas abrangidas, não só toda a bacia do Mediterrâneo, como também a Califórnia, o centro do Chile, o Sul da África do Sul e o sul da Austrália.

O bosque mediterrâneo é o habitat de muitos animais: coelho, raposa, javali, falcão, lobo, veado, bisonte, castor, gato-bravo, pica-pau, gavião, mocho, …


As regiões de Clima temperado Marítimo ou Oceânico

Este género de clima está essencialmente localizado nas fachadas ocidentais dos continentes, entre os paralelos 400 e 600 de cada hemisfério (norte e sul). Predomina na parte litoral da Europa ocidental, desde o extremo norte de Portugal até à costa setentrional e ocidental da Escandinávia, (embora, devido à influência da deriva da corrente quente do golfo, possa atingir, na costa norueguesa, o círculo polar árctico). Existe também em pequenas áreas do Noroeste dos EUA, no Sudoeste do Canadá, no litoral sul do Chile, no sudeste da Austrália e na Nova Zelândia.

Principais características:

O clima temperado marítimo (ou oceânico) caracteriza-se, no essencial, por:

– temperaturas médias mensais amenas, sendo o Verão fresco (temperatura média compreendida entre os 15 e os 20º C) e o Inverno pouco frio (temperatura média superior a 5º C);

– amplitude térmica anual pouco acentuada;

A amenidade das temperaturas deve-se à proximidade do mar.

– Precipitações mais ou menos abundantes, e mais ou menos regulares distribuídas ao longo do ano, embora com máximos no Outono e Inverno  e mínimos no Verão.

– não tem meses secos;

– Grande nebulosidade, podendo o céu manter-se encoberto durante vários dias ou semanas.

– apresenta também as quatro estações bem distintas entre si. É, dos climas temperados, o único em que chove durante todo o ano e não tem temperaturas negativas.

A abundância de precipitação deve-se aos ventos húmidos que sopram do oceano e à influência das baixas pressões subpolares, durante o Outono e Inverno, e à passagem de superfícies frontais (a convergência frontal é característica das latitudes médias e ocorre na fronteira de massas de ar diferentes (temperatura e humidade), uma vez que estas regiões são áreas de encontro de massas de ar de características diferentes,  sobretudo durante a época de Inverno, altura em que, no hemisfério Norte, esses centros barométricos se localizam mais para Sul.  Na primavera e no Verão, a proximidade do oceano como factor de clima determina a humidade  e a precipitação. é também devido à presença do mar que as temperaturas se mantêm amenas todo o ano.

Ambientes biogeográficos – floresta caducifólia e prados.

Floresta de Folha Caduca (daí o nome caducifólia) ou Floresta Caducifólia constituída maioritariamente por árvores altas e de grandes folhas. A floresta caducifólia, constitui um bioma, mas este, não está apenas restrito ao clima temperado marítimo, sendo mais extenso, e ocupando áreas maiores do que as regiões de clima temperado marítimo. As espécies mais comuns deste bioma, são: o freixo, o plátano, o carvalho-roble, a faia, o castanheiro, a tília, o choupo, o olmo, a bétula,  a giesta, a urze e as silvas. Contudo, também podem coexistir algumas espécies de folha persistente, como o pinheiro-bravo, principalmente nas encostas montanhosas. A variedade das espécies arbóreas, faz com que a variedade de cores seja uma das características deste bioma. No Outono as folhas das árvores exibem cores características desse tipo de vegetação, como vermelho, alaranjado, dourado e cobre.

Prados – os prado são formações herbáceas, tenras, geralmente rasteiras e sempre verdes, devido à abundância de humidade que este tipo de clima proporciona. Os prados são frequentemente resultado da destruição da floresta caducifólia.

Já foi referido que o bioma da floresta caducifólia, não corresponde totalmente às regiões de clima temperado marítimo. Assim, o mapa que se segue, diz respeito apenas às regiões do bioma de floresta caducifólia, embora nessas regiões estejam também áreas de clima temperado marítimo.


As regiões de Clima Temperado Continental

Localizado sensivelmente à mesma latitude do clima temperado marítimo, mas no interior dos continentes, como no Canadá, no centro dos EUA, no interior da Europa, no interior Norte da Ásia, longe das influências marítimas. Trata-se portanto dum clima rigoroso e agreste, que quanto maior for a continentalidade, maior será o rigor dos Invernos. Em termos práticos, só tem duas estações: O Verão e o Inverno, pois as estações intermédias (Primavera e Outono) são de curta duração e passam despercebidas.

Principais características:

– Invernos longos, secos e muito frios (as temperaturas podem atingir com frequência valores inferiores a -15º C), enquanto os Verões são quentes, curtos e e relativamente pluviosos;

– amplitude térmica anual muito elevada, superior a 20º C, chegando a atingir, em algumas estações, os 40º C;

– precipitações relativamente escassas com máximos no Verão e mínimos no Inverno, frequentemente sob a forma de neve;

– As precipitações são mais ou menos escassas (veja-se os valores na figura que serve de exemplo), com mínimos no Inverno (frequentemente sob a forma de neve) e máximos no Verão. Neste tipo de clima, vemos que as precipitações são muitas vezes de origem convectiva ;

Esta distribuição da precipitação relaciona-se com a temperatura do ar. No Inverno, o ar, em contacto com o solo muito frio, torna-se mais pesado e desce, formando centros de altas pressões. No Verão, pelo contrário, em contacto com o solo muito quente, torna-se mais leve e sobe, formando centros de baixas pressões, responsáveis pela precipitação mais abundante nesta altura do ano. – vegetação característica: Pradaria ou Estepe Temperada (formação vegetal herbácea contínua, muito densa e mais ou menos homogénea. Nas regiões onde este tipo de clima é menos excessivo e mais pluvioso, surge a Floresta Mista, assim chamada por ser constituída por árvores de folha caduca e por árvores de folha persistente. As mais comuns são os pinheiros e os abetos.

Dentro dos climas temperados, o continental é muito facilmente identificado através de gráficos termopluviométricos, pois é o único com temperaturas negativas e em que a precipitação é mais abundante no Verão.

Ambientes biogeográficos – pradaria

A pradaria, por vezes também é designada por estepe temperada, é constituída por vegetação herbácea, muito densa, formando grandes extensões, relativamente alta, contínua, constituída por gramíneas vivazes (sempre vivas), com raízes muito profundas, que as ajudam a suportar o frio intenso e o gelo próprio do Inverno. Na Primavera, após o degelo, o solo torna-se verdejante, enchendo-se de flores no Verão, o que lhe dá um aspecto multicolor. Este imenso manto herbáceo chega ocasionalmente a ultrapassar os 2 metros de altura. Como o clima é rigoroso, praticamente não existem árvores, embora estas surjam com frequência nas encostas montanhosas e ao longo dos cursos de água.

Quanto à fauna destas formações vegetais, ela é constituída por grandes herbívoros (pois o imenso manto herbáceo fornece abundância de alimentos), tais como bisontes, cavalos selvagens, veados, gazelas, etc… Como em locais onde há muitos herbívoros, também costuma haver bastantes carnívoros (predadores), destacam-se os lobos, raposas, cães-da-pradaria, coiotes, chacais, linces, etc… Também existem em grande quantidade, pequenos mamíferos (ratos, doninhas, marmotas), aves, répteis, muitos gafanhotos e mosquitos. Podem-se visualizar alguns dos animais típicos das pradarias (de vários continentes), clicando aqui. Em termos de distribuição geográfica do bioma de pradaria, está localizado nas áreas assinaladas na figura.


Climas Frios

Nestes géneros de climas, há que ter em atenção duas situações distintas, ambas relacionadas com factores climáticos, mas a cada uma delas, corresponde um factor climático diferente e mais determinante. Num dos casos de climas frios, para além da continentalidade, temos de ter igualmente em atenção o efeito da latitude (caso dos climas frios temperados e dos climas polares – ou desérticos frios), em que a obliquidade dos raios solares é, naquelas latitudes (a partir dos paralelos de 600), sempre muito grande, pelo que, a quantidade de energia solar recebida é muito pequena.O facro de estes lugares estarem cobertos de gelo origina uma maior reflexão dos raios solares e a perda de calor. Os invernos tornam-se muito frios devido à longa duração da noite (nos pólos é de cerca de 6 meses) Como consequência, o aquecimento é pequeníssimo e as temperaturas são, obviamente, baixas. No segundo caso, temos os climas de altitude, que podem ocorrer em qualquer zona climática, ou seja, em qualquer valor de latitude, e independentemente de estarem a maior ou menor continentalidade, pois neste caso, o factor determinante é a altitude do relevo, que, de acordo com o gradiente térmico da atmosfera (inferior), diminui em média (e em determinadas circunstâncias atmosféricas), cerca de 60C por cada 1000 metros de altitude. Deste modo, podem-se dividir os climas frios em: clima subpolar (ou continental frio); clima polar (ou desértico frio); e climas de altitude (ou de montanha). São tanto mais frios quanto mais se avança até às regiões polares.


As regiões de Clima Frio Continental ou Clima Subpolar ou Subártico

Localiza-se no interior dos continentes nas áreas de prolongamento do clima temperado continental, sensivelmente entre as latitudes 55º e 65º N. É próprio do Norte da Europa, da Sibéria, do Alasca e do Norte do Canadá).

Nas zonas frias dos 60º Norte e sul estendem-se as zonas frias, onde a zonalidade dos climas se restabelece e onde o factor latitude volta a ser determinante. Alguns países como o Canadá e a Sibéria têm um clima subpolar. Diferenciam-se nestas zonas climáticas vários tipos de clima que correspondem às versões frias dos climas temperados, ou seja, regimes térmicos e pluviométricos idênticos, onde o efeito da latitude se acentua cada vez mais à medida que nos aproximamos do pólo. Daí que se possa falar em clima frio continental (siberiano) e clima frio oceânico).

Clima Continental frio, principais áreas abrangidas – principalmente a Europa Oriental ( sobretudo a Polónia e a Rússia), o interior da Sibéria (na faixa dos 55º), a Manchúria (norte), norte do Japão, norte dos EUA e o sul do Canadá.

Clima Subpolar, principais áreas abrangidas – países nórdicos, Suécia, Finlândia, norte da Rússia (Sibéria), Alasca, grande parte do Canadá.

Clima Sub-ártico, é comum nas regiões de alta latitude que por alguma razão tem seu climograma amenizado no Inverno, sendo raro temperaturas abaixo dos -10 C°, apesar da latitude. O clima sub-ártico pode ser seco, como o encontrado no sul do Chile e da Argentina, ou húmido, como o encontrado nas regiões costeiras da Islândia e do norte da Noruega.

Principais características:

– Invernos muito frios e longos , com temperaturas médias mensais negativas, podendo atingir, nos meses mais frios, valores inferiores a -200C(durante cerca de seis a oito meses a temperatura desce abaixo dos 0º C), a temperatura média anual é de aproximadamente -50C);

– Verões pouco quentes e curtos , com temperaturas médias mensais que raramente atingem os 18ºC;

– Amplitudes térmicas anuais muito elevadas (que pode ultrapassa os 300C);

– precipitações bastante reduzidas (diminuindo progressivamente com a proximidade do pólo), ocorrendo os seus máximos na época estival (Verão). No Inverno, ocorre sob a forma de neve;

– vegetação característica:

Ambientes biogeográficos taiga ou floresta de coníferas

O bioma que mais caracteriza o clima subpolar será, possivelmente, a Floresta de Coníferas ou boreal.  Na Sibéria esta floresta toma a designação de taiga. Situa-se nas altas latitudes, embora existam também áreas muito perto de zonas polares. É uma floresta monótona, constituída por árvores de folhas persistentes, resinosas e com forma de agulhas, muito densa, constituída por pinheiros ou abetos, de folha persistente, cujas árvores têm a copa e pinhas em forma de cone. A taiga é a mais extensa floresta do mundo, estendendo-se nas regiões setentrionais da América, da Ásia e da Europa.

Localiza-se a latitudes inferiores à tundra, com verões um pouco mais quentes, ventos menos fortes e maior abundância de água. Estas condições climáticas permitiram o desenvolvimento de um número reduzido de espécies arbóreas de folha perene (persistente, não cai), as coníferas, tais como o abeto, o pinheiro, a bétula e o larício.

O reduzido número de espécies e a predominância de árvores de folha persistente (as coníferas, de que o pinheiro é um exemplo, nunca perdem as folhas), fazem da taiga uma floresta monótona e sempre verde, quer no curto Verão, quer no Inverno. Porém, devido ao Inverno ser muito longo e frio, durante a maior parte do ano, a taiga está quase sempre coberta de neve. As coníferas aguentam muito bem o frio (até certos limites) porque, entre outras razões, as folhas pequenas e em forma de agulhas, possuem uma superfície pequena e portanto, a área exposta ao frio também é pequena, e perdem pouca água por transpiração; a sua resina protege os tecidos do frio e também ajuda a diminuir a transpiração; os ramos são muito flexíveis o que lhes permite resistir aos ventos e “bobram-se2 quando estão cobertos com muita neve, fazendo-a deslizar até ao chão.

Entre as espécies de fauna mais importantes da taiga, contam-se a rena, a lebre, o lobo, a raposa, a marta, o arminho, a lontra, o alce, o lince e o urso. Há também muitas aves, principalmente espécies migratórias, que para ali se deslocam no curto Verão. Porém, pode-se observar em mais pormenor as espécies de taiga,  clincando aqui.

Mais uma vez se lembra que este bioma não corresponde apenas ao clima subpolar. A taiga, engloba partes do clima subpolar, do temperado continental e algumas espécies do clima polar. A localização das regiões de taiga pode ser observada na figura ao lado.


As regiões de Clima Polar

Este clima surge nas altas latitudes (70º a 80º) a norte dos continentes americano (Alasca e  Canadá) e asiático (norte da Sibéria) e junto às regiões polares da Europa (Norte da Escandinávia) e na maior parte da Islândia. Faz-se sentir também em grande parte da Gronelândia e na Antártida.

Principais características:

– Invernos muito frios e prolongados,  com temperaturas negativas e que chegam a atingir os -600C, ou mesmo, em alguns casos raros, a ultrapassar os -800C (o recorde da temperatura mais baixa registada – na Antártida – é de quase -900C);

– Verões quase inexistentes, embora durante um curto período de tempo (cerca de 2 meses) a temperatura possa atingir valores positivos, as temperaturas do mês mais quente não ultrapassam, em média, os 10º C, é quase as temperaturas do “nosso” Inverno);

– temperaturas médias mensais negativas na maior parte dos meses do ano;

– amplitudes térmicas anuais muito acentuadas;

só existe, na prática, uma estação: a fria;

–  Precipitações muito reduzidas e concentradas, em grande parte, no período menos frio. Nos restantes meses ocorre sob a forma de neve;

Ambientes biogeográficos – tundra

Nas regiões de clima polar, a taiga dá lugar à tundra, que é uma formação vegetal muito rasteira e monótona, apenas com alguns centímetros de altura, constituída por ervas, musgos e líquenes. Contudo, podem surgir na tundra, alguns raros e dispersos tufos de arbustos e árvores anãs. A vegetação raramente atinge 1 metro de altura, até o salgueiro-do-árctico (lenhosa) permanece junto ao solo onde está menos frio e o vento é menos violento.

No curto “Verão”, se assim se pode chamar, a tundra não forma um tapete herbáceo contínuo, mas antes alterna com superfícies pantanosas e/ou grandes extensões de rocha nua. Trata-se da formação vegetal mais degradada e pobre da superfície da Terra.

Nestas áreas, a neve e o gelo formam como que um deserto branco, na maior do ano o solo está permanentemente gelado (permafrost). Permafrost é o solo (incluindo rocha, matéria orgânica e a água no solo – solo escuro) que permanece a temperaturas inferiores a 0ºC por períodos superiores a 2 anos em regiões árcticas (grandes latitudes) e em regiões montanhosas (grandes altitudes permanentemente geladas).  O que dificulta o crescimento de raízes e a absorção de nutrientes minerais. Por isso (aliado aos ventos intensos e temperaturas baixas), quase não existe vegetação arbustiva e arbórea. E, latitudes muito altas, para lá dos 800, a tundra vai-se tornando mais escassa, acabando por desaparecer, já que o solo também desaparece sob um espesso manto de gelo.

A fauna está adaptada ao frio e é muito semelhante à das regiões da floresta de coníferas, pois os animais migram e hibernam. As condições extremamente rigorosas e rudes do clima e a falta de alimentos, constituem um grande obstáculo à vida animal. Mesmo assim, ela é relativamente abundante. Os mamíferos estão representados por renas, caribus, lebres, lobos e raposas árcticas, ursos, martas, morsas, lontras, etc. São raras as aves sedentárias, mas, na curta estação quente, existem grande número de aves migratórias. No curto “Verão”, durante o degelo e nos inúmeros charcos das áreas pantanosas que entretanto se formaram, prosperam autênticas nuvens de mosquitos. Podem-se verificar mais espécies deste bioma clicando aqui. Na figura ao lado, observa-se a distribuição geográfica do bioma de tundra.


Os climas de altitude (de montanha)

O clima de altitude está presente nas regiões de altas montanhas e de planaltos elevados e, normalmente, vão duma situação de frescura até ao muito frio. Nestas regiões, as condições atmosféricas podem mudar com grande rapidez e, devido à altitude que afecta bastante as precipitações, este tipo de clima pode ser encarado como um reservatório de água, uma vez que se encontra praticamente distribuído por todo o planeta.

Estes climas correspondem às áreas que independentemente da sua localização em latitude, vêem alteradas as características dos elementos climáticos, devido à existência de montanhas. Nas regiões de montanhas a influência da altitude manifesta-se de forma diferente na região intertropical e  temperadas. Como a temperatura diminui com o aumento da altitude (a diminuição da temperatura à medida que se sobe em altitude; estima-se que essa diminuição seja, aproximadamente de 0,65ºC por cada 100m – é o gradiente térmico), nas regiões temperadas vamos encontrar neves perpétuas a uma altitude mais baixa. Pelo contrário, nas regiões quentes o factor altitude  tem um papel amenizador das temperaturas o que as torna áreas mais atractivas. Todavia, todas elas registam diminuição da temperatura com o aumento da altitude e a amplitude térmica diurna é significativa.

Da base da montanha até ao topo existem como que diferentes climas, numa sucessão semelhante à distribuição latitudinal dos climas. A precipitação é mais abundante nas vertentes expostas aos ventos dominantes e à medida que aumenta a altitude a precipitação sob a forma de neve torna-se mais abundante.A vegetação vai acompanhar a variação do clima com a altitude e distribui-se por patamares.

“ As montanhas são um factor azonal do clima(…) A disposição do relevo, a altitude, a exposição e o volume (…) originam verdadeiros tipos particulares de clima.

….( com efeito, a rarefacção do ar faz com que a massa atmosférica absorva menos energia solar e o ar das montanhas retenha pouco calor e atinja por isso temperaturas baixas.”

Principais características:

Dum modo geral, poder-se-á dizer que este clima, caracteriza-se por:

– Precipitação abundante, ocorrendo em todos os meses do ano, normalmente, sob a forma de neve;

– Invernos muito frios. A temperatura, durante o Inverno, regista valores negativos;

– Verão: curto e fresco, praticamente inexistentes. A temperatura raramente vai além dos 12ºC;

– Amplitude térmica anual pode ir de fraca a moderada.

– amplitude térmica diurna bastante significativa (chegando a atingir os 25º C e os 30º C, devido; ao rápido aquecimento do ar durante o dia e ao arrefecimento muito brusco durante a noite);

Ambientes biogeográficos

Em termos de biomas/habitats, o clima de altitude é muito peculiar. Dum modo geral, quer plantas, quer animais, necessitam de se adaptarem a este tipo de clima. Ao contrário dos outros climas frios, em que as temperaturas baixas favorecem o aparecimento (e o desaparecimento) de determinadas espécies, no clima de altitude, para além das baixas temperaturas existem outros factores que não existiam em nenhum dos outros tipos de climas. Já foi referido que a pressão atmosférica varia com a altitude, e a composição do ar atmosférico também. Então, no clima de altitude, vamos encontrar espécies adaptadas a temperaturas baixa, espécies adaptadas a pouca pressão atmosférica, espécies adaptadas a pouca quantidade de oxigénio e de CO2 (que é indispensável à fotossíntese) e espécies adaptadas a pouca protecção de raios UV.

Dum modo geral, a vegetação dos climas de altitude, independentemente da região do M undo, vai rareando conforma a altitude vai aumentando, de modo que em locais de “neves perpétuas”, não se encontram praticamente nenhum ser vivo (tal como nas latitudes muito elevadas – perto dos 900).

Em termos animais, consoante a região do planeta, podem-se encontrar em locais de clima de altitude, o lama, a alpaca, a vicunha, a chinchila (pequeno roedor), o iaque (bovino), o condor, cabras de montanha, leopardo das neves, etc..

FONTE: http://bussoladosaber.blogspot.com/2011_03_01_archive.html

Fuso Horário

Os fusos horários

Os exercícios de fusos horários são os que geralmente causam muitas dúvidas para os alunos. A pergunta mais comum é como “calcular” a hora em determinado país, com uma defasagem de um determinado número de graus.
Bem, vamos lá.
 

Para determinar a hora legal, a Terra foi dividida em 24 “fatias” definidas por dois planos que contêm o eixo da Terra, com um ângulo de 15 graus entre eles. O nome “fuso” tem origem no formato da seção resultante e ficou estabelecido que a mudança dos relógios seria feita em horas inteiras entre dois fusos.
Entretanto, na prática, decisões políticas alteraram completamente o mapa de fusos. Nem a regra da passagem meridiana nem o numero inteiro de horas foi obedecido, e ainda inventaram um “horário de verão”, gerando uma grande confusão quando precisamos descobrir a hora vigente em outro país.

 Mapa de fusos horários

Motivos econômicos, como o horário de funcionamento dos bancos e da bolsas de valores fizeram com que todos os países do leste europeu adotassem o mesmo fuso (+1). Apenas a Grã-Bretanha e Portugal usam o fuso 0 na Europa.
A Austrália adotou o fuso +9:30 para a região central, de modo a reduzir os problemas de horários comerciais. Pelos mesmos motivos a China decidiu usar apenas o fuso +8 para todo seu território, que cobre 4 fusos diferentes.

Mas como fazer o cálculo?

Existem dois métodos práticos para resolver manualmente estes exercícios. O primeiro utilizando mapas de fusos horários, como o visto acima. Através do uso deste mapa, localizamos a região desejada e podemos fazer os cálculos necessários.

O segundo método, e para aqueles que não tem um mapa de fusos horários a mão. Para isso, basta criar uma gráfico prático que servirá perfeitamente para os cálculos e ainda é útil caso nos tenha sido dado apenas as coordenadas de longitude das localidades desejadas. Para isso, desenhamos uma linha reta, dividimos em dois lados (Leste e Oeste),  e fazemos pequenas marcas de 15 em 15 graus para cada lado, indo de 180º Oeste, passando pelo 0º, e indo até o 180º Leste. Para cada intervalo, sabemos que será somada 1 hora no sentido Leste, e subtraída uma hora no sentido Oeste. Este gráfico servirá para plotarmos as coordenadas de nossas localidades sobre ele, e desta forma, visualizar o deslocamento e quais os cálculos que devem ser realizados. Vamos ver um exemplo:

Se um avião parte de Londres ao meio dia e demora 5 horas de viagem para chegar em São Paulo, a que horas o avião pousa em São Paulo?

Primeiro, descobrir que horas são em São Paulo quando o avião partiu. Fazemos isso Utilizando os dados das longitudes ou um mapa. São Paulo está -3 horas de Londres, portanto, quando o avião partiu:  12h – 3h (subtraímos porque nos deslocamos para o lado esquerdo do planeta), logo o horário equivalente da partida do avião em São Paulo era 9h. Se somarmos o tempo de viagem ao horário de São Paulo: 9h + 5h (de viagem), o avião chegará em São Paulo às 14 h (horário local).

E se a viagem fosse ao contrário? Se o avião estivesse partindo de São Paulo às 17 horas com destino a Londres, e a viagem demorasse 8 horas?

O raciocínio é o mesmo. Encontramos o horário equivalente em Londres para a partida do avião. Como agora o sentido da viagem é leste, somaremos a diferença de fusos. Portanto 17h + 3h (3 fusos) = 20 horas. Como a viagem demorou 8 horas, somamos o tempo de viagem ao tempo equivalente da cidade destino, portanto 20 horas + 8 horas = 24h (1 dia) mais 4 horas do dia seguinte. Portanto o avião chegará às 4 horas da manhã do dia seguinte em Londres.